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O Google Fotos está cheio? Liberta espaço sem pagar nem um cêntimo

por Bruno Fonseca
4 de Julho, 2026
em Especiais
Tempo de leitura: 3 minutos de leitura
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Mais tarde ou mais cedo, acontece a toda a gente: aparece o aviso de que o armazenamento da tua conta Google está quase cheio, as fotografias deixam de fazer cópia de segurança e começa a pressão para assinares mais espaço. Antes de tirares o cartão da carteira, espera. Na maioria dos casos, o problema não é teres fotografias a mais. É teres lixo a mais. E o Google, diga-se, até fornece as ferramentas para o limpares, embora não faça grande publicidade a isso.

Google Fotos está cheio? Primeiro, percebe o que está a ocupar espaço

Os 15 GB gratuitos da conta Google são partilhados por três serviços: o Google Fotos, o Gmail e o Google Drive. Ou seja, o aviso de espaço cheio pode nem ser culpa das fotografias. Anos de emails com anexos pesados e ficheiros esquecidos no Drive contam para o mesmo saco.

O primeiro passo é ver o mapa da situação: na página de armazenamento da tua conta Google consegues ver exatamente quanto ocupa cada serviço. Só aí percebes onde vale a pena atacar primeiro.

A ferramenta escondida que faz o trabalho sujo

Dentro do Google Fotos existe uma secção de gestão de armazenamento que é uma pequena maravilha e que quase ninguém conhece. Ela própria identifica os principais suspeitos: fotografias desfocadas, capturas de ecrã antigas, vídeos muito pesados e outros ficheiros que provavelmente não te fazem falta nenhuma.

As capturas de ecrã são um caso sério. Vais acumulando centenas ao longo dos anos, talões, códigos, conversas, mapas, coisas que serviram para um momento e nunca mais abriste, e tudo aquilo está a contar para o teu limite. O mesmo vale para os vídeos: meia dúzia de vídeos longos pode ocupar mais do que mil fotografias. Ordena a biblioteca por tamanho, e vais descobrir que uma percentagem enorme do teu espaço está concentrada numa mão-cheia de ficheiros.

O truque do WhatsApp que quase ninguém faz

Se tens um Android, há um culpado clássico: as fotografias e vídeos do WhatsApp. Todos os bons dias com flores, todos os vídeos engraçados dos grupos de família podem estar a ser guardados na galeria e, a partir daí, enviados para a cópia de segurança do Google Fotos como se fossem memórias preciosas.

A solução tem dois passos. No WhatsApp, desativa a gravação automática de multimédia na galeria. No Google Fotos, verifica quais as pastas do telemóvel que estão incluídas na cópia de segurança e retira as que não interessam, como as pastas de multimédia do WhatsApp e afins. Só esta mudança trava uma das maiores fontes de entulho.

A opção nuclear: converter para qualidade otimizada

Se depois da limpeza ainda estiveres apertado, resta a jogada mais eficaz de todas: converter as fotografias existentes de qualidade original para a qualidade otimizada do Google. Esta opção comprime as fotografias já guardadas e pode libertar uma quantidade impressionante de espaço de uma só vez.

Convém ser honesto quanto ao custo: há perda de qualidade e a conversão não é reversível. Para a esmagadora maioria das pessoas, que vê as fotografias no telemóvel e raramente as imprime, a diferença é impercetível. Mas se és fotógrafo ou fazes questão dos originais intactos, guarda primeiro uma cópia no computador ou num disco externo antes de avançar.

Cinco minutos por ano chegam para um Google Fotos cheio

Entretanto feita a grande limpeza, o segredo é não deixar o entulho voltar a acumular-se: visita a ferramenta de gestão de armazenamento uma ou duas vezes por ano, apaga as capturas de ecrã velhas e mantém o WhatsApp fora da cópia de segurança. Assim com estes hábitos, os 15 GB gratuitos chegam perfeitamente para muitos anos de memórias, e a assinatura mensal fica para quem realmente precisa dela.

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Bruno Fonseca

Bruno Fonseca

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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