O Galaxy Z Fold 8 é um smartphone muito interessante, porque resulta de uma óbvia cópia daquilo que a Apple está a preparar com o futuro iPhone Ultra (Fold). Mas, no mundo dos negócios, estas histórias pouco ou nada interessam. O que realmente precisa de ser salientado é o facto de o formato estar a ser muito bem recebido e de, por isso mesmo, a Samsung estar a ter problemas no lado da produção.
Galaxy Z Fold 8 está a vender que nem pão quente!

Portanto, a realidade é que o mundo dos smartphones está a sofrer uma fase de estagnação pura e, como tal, a Samsung foi muito inteligente ao lançar um formato diferenciado antes da sua grande rival. De facto, a Samsung tirou partido das muitas vantagens que ainda tem do seu lado no universo dos dobráveis.
A gigante sul-coreana tem o hardware e tem também o software mais robusto e refinado, sendo exatamente por isso que o Fold 8 está a ser tão bem recebido. Aliás, está a ter tanta saída que rebentou com todas as previsões internas da Samsung, ao ponto de a empresa estar a queimar reservas de componentes destinadas a aparelhos do futuro para não deixar as linhas de montagem parar.
Ou seja, o novo dobrável em formato “passaporte” está a voar das prateleiras, deixando a cadeia de fornecimento sob uma pressão brutal para conseguir responder à avalanche de encomendas.
A crise dos chips DDI e o limite na fábrica da UMC
O grande estrangulamento da produção não está no ecrã em si nem na estrutura do aparelho. Mas sim num componente minúsculo e indispensável! O controlador de ecrã (Display Driver IC ou DDI). Este chip, desenhado pela divisão System LSI da Samsung e produzido pela taiwanesa UMC no processo de 22 nanómetros, é o responsável por mandar nos píxeis do painel OLED.
Mais concretamente, a Samsung não pode simplesmente “roubar” chips de outros telemóveis do catálogo como quem tira uma peça vulgar de uma prateleira. Ao contrário das memórias RAM convencionais, estes controladores são desenhados à medida para cada tipo específico de ecrã dobrável. De facto, até o Galaxy Z Flip 8 usa uma especificação diferente.
Por isso, sem conseguir produzir mais de um dia para o outro, até porque uma nova fornada demora cerca de quatro meses a ficar pronta… A solução encontrada nos bastidores foi mergulhar nas reservas estratégicas. Mais concretamente, as que estavam guardadas para o desenvolvimento futuro e para o futuro Galaxy Z Fold 9.
O Fold voa nas prateleiras enquanto o Flip abranda: O fim de um modelo?

No fundo, este é aquele tipo de problema que qualquer fabricante sonha ter. Ou seja, o produto tem tanto sucesso que a fábrica não consegue acompanhar a procura.
Mas isto também parece significar que o modelo Flip tem os seus dias contados. O que, muito honestamente, faz todo o sentido. Este design em concha nunca teve grande lógica. Isto porque nunca acrescentou nada de verdadeiramente útil ao mercado.
Afinal, para o usares a sério, tens obrigatoriamente de o abrir. Isto enquanto o Fold 8 tem utilidade fechado como um smartphone convencional do dia a dia. E, quando precisas de produtividade a sério, abre-se para oferecer um ecrã massivo para trabalhar, jogar ou ver multimédia.
Afinal de contas, é o mercado a funcionar e a escolher as tecnologias que realmente merecem ficar e evoluir.







