Se acompanhas as escolhas de hardware da Samsung, sabes que a marca alterna frequentemente entre os seus próprios processadores e os da Qualcomm. Pois bem, a confirmação chegou diretamente do MWC 2026: o próximo Galaxy Watch vai dar um salto de gigante ao integrar o novíssimo SoC Snapdragon Wear Elite da Qualcomm. Esta mudança sinaliza um afastamento do processador Exynos W1000 em prol de uma aposta massiva em Inteligência Artificial diretamente no teu pulso.
Galaxy Watch e Qualcomm: o que torna o Snapdragon Wear Elite tão especial?
A Qualcomm apresentou este chip como a peça central para a próxima geração de wearables focados em IA. Ao contrário dos modelos anteriores, o Snapdragon Wear Elite é fabricado num processo de 3nm, o que garante uma eficiência energética superior. No entanto, o verdadeiro “trunfo” está na inclusão de uma NPU Hexagon dedicada.
Graças a este hardware específico, o próximo relógio da Samsung será capaz de processar tarefas complexas sem depender da nuvem. Isto inclui:
- Respostas inteligentes em mensagens baseadas no contexto.
- Resumos de texto e criação de conteúdos diretamente no ecrã do relógio.
- Treinadores de fitness com IA que analisam o teu desempenho em tempo real.
- Melhor cancelamento de ruído e reconhecimento de atividades com baixo consumo de energia.
Uma parceria estratégica para o bem-estar
Durante a conferência, executivos da Samsung confirmaram que esta escolha visa transformar o próximo Galaxy Watch num “companheiro de bem-estar ainda mais holístico”. Embora o atual Exynos W1000 (presente no Galaxy Watch Ultra e Series 8) já seja um chip de 3nm, a Qualcomm parece levar a melhor no que toca à integração de funcionalidades de IA generativa.
Ainda não é totalmente claro se este processador se estreará no Galaxy Watch 9 ou num eventual Galaxy Watch Ultra 2, mas a verdade é que os primeiros dispositivos comerciais com esta tecnologia deverão chegar ao mercado já nos próximos meses.
O que esperar da autonomia e performance?
Apesar de a configuração de núcleos ser semelhante à que a Samsung já utiliza (1 núcleo de performance e 4 de eficiência), a otimização da Qualcomm costuma ser muito bem recebida pelos utilizadores. Além disso, a transição para o Snapdragon Wear Elite sugere que a Samsung quer garantir que as suas funcionalidades Galaxy AI funcionem de forma fluida e rápida, minimizando o lag que por vezes afeta os smartwatches.
Portanto, se estavas a pensar atualizar o teu smartwatch, talvez valha a pena esperar um pouco mais para ver o que esta nova parceria vai trazer para o teu dia a dia.
Preferes ver a Samsung a utilizar processadores Snapdragon ou achas que os chips Exynos já estavam ao nível da concorrência?








