Ao que tudo indica, a Samsung já tem o calendário do Galaxy S26 praticamente fechado. A nova geração de topos de gama deverá ser apresentada no dia 25 de fevereiro, durante o próximo evento Galaxy Unpacked, e chegar às lojas europeias no dia 11 de março.
A informação surge a partir de fontes europeias ligadas ao retalho, nomeadamente em França, o que normalmente é um bom indicador para o resto da Europa. Ou seja, Portugal incluído.
Lançamento rápido? Mas campanha curta
A estratégia está assente.

Apresentar no final de fevereiro, fazer uma campanha forte durante duas semanas, e colocar os equipamentos à venda logo a seguir.
Este tipo de abordagem aproxima cada vez mais a Samsung do modelo da Apple, com ciclos de produto mais longos e menos dependência do “boom” inicial de vendas nos primeiros três meses.
Bateria e carregamento: mais watts? Sim. mas sem milagres.
No que toca às especificações, começam a surgir confirmações menos entusiasmantes.
O Galaxy S26 Ultra deverá manter uma bateria de 5.000 mAh, afinal não haverá salto para os 5.200 mAh como se chegou a especular. A boa notícia é o carregamento com fios a 60W, capaz de levar a bateria até cerca de 75% em meia hora.

Já o carregamento sem fios sobe para 25W, finalmente ao nível do que a Apple já faz. Por sua vez, o Galaxy S26+ deverá contar com uma bateria de 4.900 mAh e carregamento a 45W.
Nada de revolucionário. Podemos até dizer que é mais do mesmo.
Preços sob controlo… para já
Há rumores de aumentos de preços entre 30 e 60 dólares em alguns mercados, como a Coreia do Sul. No entanto, mercados estratégicos como os EUA deverão ficar de fora desses aumentos.
Na Europa também deve ser assim. Com os preços a serem exatamente os mesmos do ano passado. Não há espaço para aumentar nada por cá.
Design apenas retocado
No campo do design, não há grandes surpresas. O Galaxy S26 Ultra deverá aparecer com bordas mais arredondadas, um módulo de câmaras bem definido, e uma opção completamente preta.
Além de tudo isto, deve ser ligeiramente mais fino. A S-Pen continua presente, porém, não sabemos se com Bluetooth ou não.
Curiosamente, a câmara frontal deverá ter um furo ligeiramente maior, cerca de 4 mm, para permitir um campo de visão mais amplo.
Privacidade no ecrã com ajuda de IA
Uma das novidades mais interessantes chama-se Flex Magic Pixel OLED, uma tecnologia que permite reduzir a visibilidade do ecrã em ângulos laterais, sem afetar o brilho ou a qualidade para quem está de frente.
Na prática, é como se fosse uma película de privacidade, porém no próprio ecrã. Tudo controlado por software e IA, que impede olhares curiosos no metro, no comboio ou no escritório.
É daquelas funcionalidades que não fazem manchetes, mas podem fazer a diferença no dia a dia.
Snapdragon para o Ultra, Exynos para o resto
Tal como já se esperava, o Galaxy S26 Ultra será alimentado exclusivamente pelo Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm. Já o Galaxy S26 e o S26+ deverão usar o Exynos 2600 da própria Samsung em vários mercados, incluindo a Europa.
Câmaras: hardware quase igual, software a fazer o trabalho pesado

O conjunto de câmaras do S26 Ultra muda pouco em termos de sensores. Continua a aposta no sensor principal de 200 MP, teleobjetivas de 3x e 5x, ultra grande angular de 50 MP e câmara frontal de 12 MP.
A verdadeira evolução deverá vir do lado do software:
- Novo codec de vídeo profissional para gravação RAW
- Suporte para controladores de foco sem fios usados em cinema
- Melhor tratamento de tons de pele
- Fotografias menos agressivas e mais naturais
Ou seja, menos marketing de megapíxeis, mais foco na experiência real.
No fundo, mais do mesmo… mas mais refinado.
O Galaxy S26 não parece querer reinventar nada. É uma atualização incremental, mais madura, mais segura e claramente pensada para durar um ano inteiro no mercado sem perder relevância.
Se isso chega para entusiasmar? Depende do preço final e da concorrência.

