É cada vez mais certo que a Samsung decidiu não implementar ímanes nos seus novos Galaxy S26 para a nova geração de smartphones Android. O que levanta uma questão… No final do dia, isto muda alguma coisa para ti?
Deixas de comprar por causa disto? Ou é apenas um acrescentar de uma coisa a uma lista cada vez maior de problemas.
O que são os ímanes Qi2 e porque é que interessam?

O padrão Qi2 permite carregamento sem fios com alinhamento magnético, semelhante ao que a Apple faz com o MagSafe, ou de facto, igual ao que a Google já faz com os seus Pixel 10.
Isto significa que o carregador “encaixa” no sítio certo, há menos perdas de energia, e abre-se a porta a acessórios magnéticos extremamente interessantes, como carteiras ou apoios.
É algo que traz utilidade real. Por isso mesmo, muita gente olha para a eventual ausência de ímanes integrados no Galaxy S26 e faz a pergunta óbvia: se isto é fácil de implementar e traz vantagens práticas, porque é que não vem incluído?
Não é um problema enorme, mas é um sintoma do que começa a dominar o mercado.
A maioria dos utilizadores não vai deixar de comprar um smartphone por causa disto. Como é óbvio. Mas, começa a crescer um sentimento incómodo que vai além dos ímanes.
Ano após ano, os smartphones topo de gama parecem evoluir muito pouco. Mais brilho, mais alguns MHz, um novo nome para a mesma coisa. Por isso, quando surge uma melhoria simples e útil, e existe alguma expetativa para que esta seja implementada, mas depois ela não aparece, a frustração aumenta.
Especialmente quando falamos da Samsung, cada vez mais encostada à sombra da bananeira, apesar do facto de já ter provado, por várias vezes, que é de facto capaz de inovar e ser melhor que as outras.
Vale a pena trocar?
A realidade é que, as diferenças entre um S26 e um S25, ou até um S24 ou S23, são muito ligeiras. Algumas coisas mudam, o ecrã fica maior, mais brilhante, camadas anti-reflexo, etc… Mas, no final do dia, é pouca coisa para justificar dar mais de 1000€ por um novo smartphone.
Não é por acaso que há quem recomende simplesmente comprar um modelo recondicionado de uma geração anterior e poupar 60% ou 70% do valor. Porque, na prática, o desempenho continua mais do que suficiente.
O problema não são os ímanes
No fundo, a questão não é se o Galaxy S26 vai ou não ter ímanes Qi2.
A questão é outra.
Estamos numa fase em que os smartphones topo de gama já são de facto muito bons. E quando isso acontece, cada pequeno detalhe começa a pesar mais. Pequenas melhorias contam. Pequenos cortes também.
Se a Samsung quer justificar preços que continuam a subir, precisa de mostrar evolução clara. Por isso, deixar de fora algo que traz utilidade prática pode não ser grave isoladamente… mas começa a compor um padrão.
É mais um sinal de que o mercado precisa urgentemente de voltar a surpreender.







