Fui jantar fora e fiquei com fome na mesma.

A vida tem destas coisas. Infelizmente, dei por mim a ter de jantar num centro comercial. Algo que nos dias que correm evito ao máximo, porque os preços já entraram naquela fase em que deixaram de fazer sentido para um jovem que ainda quer comprar casa neste milénio. Mas pronto, havia fome, pouco tempo e na realidade zero alternativas.

Como já não é algo habitual, decidi ir a um daqueles restaurantes de shopping que até costumo gostar. Não vou dizer o nome da cadeia, mas posso dizer que foi um bowl asiático. Daqueles que, em teoria, são equilibrados, saborosos e, acima de tudo, deixam uma pessoa satisfeita.

Curiosamente, a ementa estava renovada. Os preços? Um bocadinho mais altos, mas ainda relativamente próximos do que eram antes. No contexto atual, visto que estamos no início de um novo ano, até pensei “ok, menos mal”.

Escolhi o costume. Salmão com fartura, em cima de arroz e outros extras. Sempre com a ideia de que pelo menos proteína não ia faltar.

Bem… Estava muito enganado.

Quando o prato chegou e fui para a mesa, percebi logo que algo não batia certo. O bowl estava… pequeno. Na realidade, a louça era exatamente a mesma, o conteúdo é que não. Mas não era uma diferença pequena.

Menos arroz, menos salmão, menos tudo. E claro, não chegou para os meus 1m90 com uns belos 98kg.

Shrinkflation à séria!

Aqui entra o conceito bonito chamado shrinkflation. Que na prática é muito simples. Em vez de subir o preço de forma clara, corta-se na quantidade. O valor quase não mexe, mas o produto encolhe. É uma forma silenciosa de aumentar preços sem assumir o aumento.

No papel, parece genial. Na realidade, é uma estratégia que começa a roçar o insulto, e que acaba por afastar os consumidores.

Afinal de contas, eu não voltarei a meter os pés naquele restaurante. Uma coisa é pagar mais, outra completamente diferente é passar fome. Sim, eu tive de terminar o meu jantar, e ir ao Pingo Doce comprar uma sandes. Isto aconteceu mesmo.

O problema não é o preço. É a falta de respeito.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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