ECAR Show 2026: Cheira bem, Cheira a Lisboa? Não… Cheira a China! As marcas europeias têm motivos para tremer! – O salão da FIL abriu as portas e a mensagem é clara: o domínio asiático já não é uma ameaça distante, é a realidade que ocupa dois pavilhões em Lisboa.
Mas… será que o público português está pronto para trocar a tradição europeia pela agressividade tecnológica que vem do Oriente?
Fui a Lisboa ao ECAR Show e a ofensiva chinesa é real!
O ECAR em Lisboa está a crescer. Aliás, face ao ano passado, o espaço cresceu a bom crescer, agora com 2 pavilhões recheados de automóveis, e claro, todo o ecossistema que dá apoio ao veículo de 4 rodas.
Mas, no meio de todos os carros, é inegável que cheira muito a China em Lisboa nestes dias.
Não é que isso seja mau. Mas, se pensavas que os carros chineses iam passar um mau bocado no nosso mercado, bem, podes tirar o cavalinho da chuva. Está a correr bem, e a tendência é que venha a correr ainda melhor. As marcas tradicionais europeias que se cuidem, porque a ofensiva chinesa é bem real.
Portanto, se porventura quiseres dar uma volta ao ECAR Show em Lisboa, que começou durante o dia de hoje (sexta-feira), e estende-se até dia 17 (domingo), vais encontrar quase todas as marcas a atuar em Portugal. Mas, entre todas elas, vais encontrar muitas novidades vindas da China.
Estamos a falar da Aion (Grupo GAC), BYD, Changan, Dongfeng, Forthing, Leapmotor, MG (SAIC), NIO, Firefly, Omoda, EBRO, Jaecoo, Voyah, XPeng, Zeekr e Geely, entre outras. No lado comercial vais também encontrar a Farizon, Maxus, etc… São mesmo muitas marcas a apostar no salão em Lisboa.
Aliás, fora as 100% chinesas, temos ainda a Polestar, Volvo e Smart, que têm relações com a Geely, ou em alguns casos até têm produção na China. É o futuro automóvel em Portugal, e de facto no resto da Europa.
O ecossistema que ninguém viu chegar?
Nada é por acaso e a presença massiva destas marcas não se resume apenas a vender carros. Trata-se de ocupar o espaço que as marcas europeias deixaram vazio ao focarem-se apenas no segmento premium.
No ECAR Show, percebe-se que os chineses não estão apenas a trazer os carros, mas também as soluções de carregamento e as infraestruturas, fechando o ciclo de consumo.
A minha visão? O que vi hoje na FIL é muito revelador. Há cinco anos, o público olhava para um carro chinês com desconfiança. Hoje, as pessoas fazem fila para testar um XPeng ou um NIO. O facto de marcas como a Firefly (da NIO) já estarem presentes mostra que a “segunda vaga” chinesa (a dos carros acessíveis) vai ser imparável.
Assim, se as marcas europeias não reagirem nos preços, e teimam em não o fazer como vi na apresentação do ID.Polo, o ECAR de 2027 terá de ocupar a FIL inteira só para as fabricantes asiáticas.






