O ritmo a que a indústria dos semicondutores está a avançar já não é apenas rápido. É quase absurdo. Segundo as informações mais recentes, o processo de 2nm da TSMC está a registar cerca de 1.5 vezes mais tape-outs do que o antigo nó de 3nm na mesma fase de maturação.
Isto diz tudo sobre a fome que existe por processos mais avançados, especialmente numa altura em que a IA está a sugar capacidade de produção como nunca vimos.
Fome por tecnologia poderosa e eficiente continua um absurdo!

Na prática, isto significa que 2026 vai ser um ano carregado de novos chips produzidos no nó de 2nm. Isto com impacto direto em smartphones, PCs, aceleradores de IA e tudo o que esteja no topo da cadeia tecnológica. A própria TSMC já aponta para uma produção mensal a rondar as 140 mil wafers até ao final de 2026, um número simplesmente brutal, impulsionado quase exclusivamente pelo boom da inteligência artificial.
Quem lidera esta corrida não é surpresa para ninguém.
A Apple terá garantido mais de metade da capacidade inicial do processo de 2nm, muito provavelmente para os futuros A20 e A20 Pro que vão alimentar a geração iPhone 18, bem como para o M6 que deverá estrear os primeiros MacBook Pro OLED.
Como sempre, e como o dinheiro não é problema. Quando a Apple entra, entra a sério, e fecha logo a porta a muitos outros.
Ainda assim, Qualcomm e MediaTek não vão ficar a ver navios.
Os rumores apontam para que ambas apresentem SoCs de 2nm praticamente ao mesmo tempo que a Apple, recorrendo não só ao nó N2 base da TSMC, mas também a uma versão refinada chamada N2P. As melhorias são marginais, mas suficientes para puxar frequências mais altas e garantir volumes aceitáveis num mercado cada vez mais competitivo.
O mais curioso no meio disto tudo é que, apesar da TSMC dominar completamente o jogo, a Apple continua a manter um olho noutras opções. Há indicações de que a empresa ainda avalia a Intel e o seu processo 18A para alguns chips da série M, possivelmente destinados a Macs mais acessíveis. Ainda assim, é difícil imaginar uma mudança real enquanto a TSMC continuar a entregar fiabilidade, escala e liderança tecnológica.
No fundo, o que estes números mostram é simples. O salto para os 2nm não é apenas mais um passo técnico. A procura é tão elevada que este nó deverá gerar mais receitas do que os processos de 3nm e 5nm combinados já em 2026. Quem não garantir lugar nesta linha de produção corre o risco de ficar tecnologicamente para trás. Algo que importa cada vez mais numa altura em que o progresso e inovação é… Cada vez mais reduzido. É uma das únicas formas de saltar à vista dos consumidores. Sejam eles quem forem.

