Quem passa muitas horas sentado percebe rapidamente uma coisa: a cadeira não é um detalhe. É algo mesmo muito importante, não só para ajudar a trabalhar, mas também para manter a saúde.
É exatamente por isso que continuo a achar estranho como tanta gente investe milhares em portáteis, monitores e secretárias, mas depois se senta numa cadeira que mais parece um castigo medieval.
Foi com isto em mente que decidi olhar com atenção para a FlexiSpot C7, uma cadeira ergonómica que promete conforto prolongado, muita afinação e um posicionamento mais “premium”.
Tudo isto sem entrar em loucuras de preço.
Primeiras impressões: simples, sólida e sem mariquices

A montagem é rápida. Mesmo muito rápida. Esta foi a cadeira mais rápida que alguma vez montei, e já tenho um CV recheado.
Ou seja, em cerca de 10 minutos está tudo pronto, sem dramas, sem peças mal explicadas e sem aquela sensação de que algo vai começar a ranger daqui a duas semanas.
Entretanto, visualmente, a C7 acerta onde muitas falham. Nada de aspeto gaming exagerado, nada de cores berrantes ou linhas agressivas. É uma cadeira sóbria, moderna e profissional, que fica bem num escritório em casa, numa empresa ou até numa sala de reuniões.
Além de tudo isso, parece cara, e isso conta.
Ajustes a sério?
Aqui está um dos pontos mais fortes da FlexiSpot C7. Tudo se ajusta. Altura, inclinação, apoio lombar, apoio de cabeça, braços em 4D. Dá mesmo para afinar a cadeira ao corpo de cada pessoa, independentemente da altura ou da forma de trabalhar.

Entretanto, o apoio lombar auto-adaptativo merece destaque. Move-se contigo, acompanha os movimentos mais subtis e mantém sempre a zona lombar suportada. Não empurra, não força, não cansa. Simplesmente está lá, como devia.
O encosto em malha respirável também faz diferença. Não aquece, não cola às costas e mantém um bom equilíbrio entre firmeza e flexibilidade. Por isos, dá para trabalhar horas seguidas sem aquela sensação de desconforto acumulado.
Conforto em uso real
Depois de vários dias de trabalho seguidos sentado na C7, a conclusão é simples… É de facto confortável. Não aparecem dores lombares, não há pontos de pressão estranhos, não existe aquela necessidade constante de mudar de posição só porque sim.
A inclinação entre os 90º e os 128º é excelente para quem alterna entre trabalho focado e momentos mais relaxados, como chamadas longas ou leitura. Não usei a versão com apoio de pés (que existe), mas honestamente não senti falta. A cadeira, por si só, já cumpre.
Depois de afinada ao corpo, deixa de ser preciso mexer nela. E isso é talvez o maior elogio que se pode fazer a uma cadeira ergonómica.
Qualidade de construção
A FlexiSpot é uma marca focada na qualidade/preço, e por isso, já tem um histórico sólido no que toca a secretárias e cadeiras, e a C7 mantém esse padrão. Nada range, nada parece frágil, nada transmite sensação de corte de custos nos sítios errados.
Tem qualidade.
O preço vale a pena?
Apesar de “mais” barata, não é uma cadeira barata. Está claramente num patamar intermédio: mais cara do que cadeiras genéricas, muito mais barata do que modelos “executivos” que custam quase tanto como um portátil.
Vale a pena. Especialmente se passas grande parte do dia sentado, investir numa boa cadeira não é luxo. É bom senso. A Flexispot C7 entrega conforto, ergonomia real e qualidade de construção sem entrar em exageros.
Conclusão
Assim, a C7 é uma daquelas compras que está contigo todos os dias. É como meter bons pneus no carro. Pode parecer um investimento estranho, muitas vezes caro. Mas é algo que vais usar todos os dias, e tem um impacto direto na tua vida, e no teu bem estar.
Em suma, é discreta, confortável, altamente ajustável e pensada para quem trabalha a sério ao computador.


