Se usas o Google Chrome (e é provável que sim, é o navegador mais usado do mundo), há uma tarefa que devias fazer hoje mesmo: atualizá-lo. A Google lançou uma correção de segurança urgente para uma falha grave que já está a ser explorada por atacantes reais e, neste caso, esperar pela atualização automática pode não ser boa ideia.
O que aconteceu
A 3 de setembro, a Google publicou uma atualização para o Chrome que corrige 12 vulnerabilidades. A mais preocupante é a CVE-2026-85046, uma falha de gravidade elevada (8.8 em 10) no V8, o motor que o Chrome usa para processar JavaScript. O problema mais sério é este: a Google confirmou que já existe um ataque a explorar esta falha no mundo real, ainda que não tenha revelado quem está por trás nem quem foi visado.

Na prática, uma falha destas pode ser explorada através de uma simples página web preparada para o efeito, bastaria visitar um site malicioso para o atacante poder executar código no teu navegador. É por isso que a urgência é real: não se trata de um risco teórico, mas de algo que já está a acontecer. Aliás, é já o sexto ataque deste tipo (zero-day) ao Chrome só este ano.
Como saber se já estás protegido
A boa notícia é que a correção já existe e verificá-la leva menos de um minuto. As versões seguras são:
- Windows e macOS: Chrome 152.0.7977.82 (ou .83)
- Linux e Android: Chrome 152.0.7977.82
Para confirmares a tua versão e forçares a atualização:
- Abre o Chrome e clica nos três pontos no canto superior direito.
- Vai a Ajuda > Acerca do Google Chrome (ou escreve
chrome://settings/helpna barra de endereço). - O Chrome verifica automaticamente se há atualização e descarrega-a.
- Muito importante: clica em “Reiniciar” para concluir. A correção só fica ativa depois de reiniciares o navegador — se não o fizeres, continuas vulnerável.
Não é só o Chrome
Se usas outro navegador baseado em Chromium como o Microsoft Edge, o Brave, o Opera ou o Vivaldi, também estás abrangido, porque todos partilham o mesmo motor. O Edge, por exemplo, já recebeu a correção nas versões mais recentes. No Edge, o caminho é semelhante: Definições > Acerca do Microsoft Edge, e reiniciar depois de atualizar.
O essencial
Não precisas de descobrir se visitaste algum site malicioso nem de entrar em pânico, basta atualizar. Mas não deixes para depois: como a falha já se está a utilizar em ataques e a atualização automática pode demorar dias a chegar a todos, o mais seguro é forçá-la agora e reiniciar o navegador. São dois minutos que fecham uma porta que, neste momento, está mesmo a ser usada por criminosos.








