O Facebook foi a rede social escolhida pela maioria da população para seguir os Jogos Olímpicos e a televisão o meio preferido para os acompanhar, conclui a 4ª e última vaga do estudo internacional desenvolvido pela OMD, agência do Omnicom Media Group, que tem vindo a analisar o impacto gerado pelos Jogos Olímpicos, ao nível da comunicação.

Quando questionados acerca de qual a rede social usada para acompanhar os Jogos Olímpicos, 39 por cento dos inquiridos afirmou preferir o Facebook. O Twitter alcançou o segundo lugar (17 por cento). O terceiro pertence à rede social chinesa Sina Weibo (14 por cento).

O líder Facebook foi mais utilizado no México (72 por cento) e no Brasil (70 por cento); na Europa, foi em Itália que se registou o maior número de adeptos desta rede social (52 por cento). O México foi também o país no qual se verificou uma maior utilização do Twitter (43 por cento), seguindo-se a Espanha e o Canadá, com 30 e 25 por cento, respectivamente.

As redes sociais impulsionaram a experiência de interacção que se verificou nestes Jogos, com os utilizadores a seguirem os seus atletas de eleição ou a partilharem os seus momentos favoritos.

Outro dos pontos em destaque neste estudo é o facto de a televisão continuar a ser o meio privilegiado para seguir os jogos. No entanto, sendo estes os primeiros Jogos Olímpicos verdadeiramente digitais, registou-se um grande interesse em acompanhar o evento através da internet. Aqui, 73 por cento das escolhas recaíram sobre os computadores, tendo os smartphones registado também um número bastante elevado de adeptos (46 por cento). Os tablets foram outros dos gadgets utilizados para seguir as Olimpíadas (23 por cento).

O estudo mostra ainda que o interesse dos grupos demográficos nos Jogos se manteve consistente ao longo das várias fases. Nota apenas para leves flutuações no grupo “+ 55”, explicadas pelo interesse destas gerações nos desportos mais tradicionais e que decorreram na segunda semana do evento.

Buzz nas redes sociais

O relatório continuou a monitorizar as redes sociais, fóruns e blogues em 14 mercados, analisando os assuntos mais falados por quem seguiu Londres 2012. No que toca ao buzz sobre patrocinadores, no decorrer dos Jogos Olímpicos, a McDonald’s foi a grande líder, concentrando mais de metade do buzz (53 por cento), seguida pela Coca-Cola, com 16 por cento. O terceiro lugar é ocupado pela Adidas, com 7 por cento.

Na última semana de competição, os “posts” sobre atletas colocados nas redes sociais deram o pódio a Usain Bolt, o atleta mais falado nos Jogos, com cerca de 1 800 000 posts, colocando-se largamente à frente dos restantes.

Vendo a escala sem Bolt, as atenções viraram-se também para Michael Phelps que, com as vitórias em Londres, se tornou o atleta olímpico mais medalhado de sempre. Phelps liderou o buzz gerado em torno dos atletas, seguindo-se Tom Daley e as novas estrelas Andy Murray, Mo Farrah e Jessica Ennis.

De acordo com o “London Olympics 2012 – Impact Study”, Usain Bolt foi mesmo o maior tópico de discussão online. Com 46 por cento das preferências, o atleta jamaicano obteve mais atenção do que a cerimónia de encerramento dos Jogos (34 por cento). As Olimpíadas de 2016, que se vão realizar no Rio de Janeiro, foram outro dos focos de atenção (7 por cento) dos cibernautas.

Segundo o estudo da OMD, na segunda semana de evento, os fãs continuaram a “postar” informação sobre eventos que decorreram na primeira semana, como a natação e o ténis. No “top 3” das modalidades mais comentadas estão o atletismo (17 por cento), o futebol (13 por cento) e a ginástica (11 por cento).

No que se refere à cerimónia de encerramento, todos os mercados analisados registaram um sentimento positivo em relação ao espectáculo. No que toca aos próximos Jogos, Rio 2016, o sentimento é ainda neutro na maior parte dos países.

Destaque ainda para os Jogos Paraolímpicos, que arrancam a 29 de Agosto – foi no Reino Unido que mais activamente se abordou o tema (63 por cento), seguindo-se os Estados Unidos (16,7 por cento) e a França (14,2 por cento).

Marcas e patrocinadores

O estudo da OMD revela que a Coca-Cola é líder na identificação espontânea de marcas parceiras ou patrocinadoras dos Jogos Olímpicos. Adidas, McDonald’s, Visa e Samsung ocupam os lugares seguintes na escala.

Quando questionados sobre a associação de um conjunto de marcas específicas aos Jogos Olímpicos, as marcas acima foram igualmente identificadas pelo maior número de inquiridos.

As marcas e a sua presença ao longo dos Jogos Olímpicos de Londres são constantes. Seja através de anúncios, merchandising, posters e outdoors, passatempos ou artigos, as marcas conseguem chegar junto do público e captar a sua atenção. É através da televisão e da internet que o público mais toma conhecimento das iniciativas de patrocínio (73 e 43 por cento, respectivamente).

A presença das marcas nas roupas dos atletas é igualmente uma forte aposta e, a julgar pelos dados do estudo desenvolvido pela OMD, a manter – 40 por cento dos inquiridos declara reconhecer a marca nos equipamentos dos atletas.

Fotos: Cortesia London 2012

Acompanhe ao minuto as últimas noticias de tecnologia. Siga-nos no Facebook, Twitter, Instagram! Quer falar connosco? Envie um email para geral@leak.pt.