Estamos num ano em que as regras mudaram na F1. Aliás, é fácil perceber que existem vários fãs descontentes com as novas motorizações, o que é normal. A coisa não está a correr muito bem. Mas, o espírito da F1 continua vivo, e bem vivo.
Por isso, as equipas continuam a fazer tudo e mais alguma coisa para conseguir ter a mais leve das vantagens em pista. Dito tudo isto, no Mónaco temos uma novidade extremamente interessante na asa traseira.
Um mísero detalhe à primeira vista, mas que nas mãos de quem sabe, pode significar 35 quilogramas de carga aerodinâmica.
F1: Aerodinâmica acordou no Mónaco e escolheu a violência!
Portanto, quem acompanha o circo da Fórmula 1 sabe perfeitamente que a eficiência aerodinâmica passou a ditar o sucesso ou o fracasso absoluto de qualquer monolugar na pista. Ou seja, no fim do dia, não vale de nada ter o motor mais potente do mundo se o carro não conseguir colar-se ao asfalto para meter a potência no chão.
Pois bem, a mais recente análise técnica da F1 TV revelou um pormenor no carro da Mercedes que está a deixar os engenheiros da concorrência com os cabelos em pé! Um novo conjunto de aletas traseiras (winglets) que gera uma força descendente brutal e absolutamente inacreditável.
O segredo dos “winglets”?
Os detalhes revelados no programa “Tech Talk” mostram que a equipa de Brackley encontrou uma solução de mestre para atacar a traseira do carro.
Ou seja, este novo apêndice aerodinâmico, embora pareça microscópico à escala do monolugar, tem a capacidade de injetar vários kg de downforce (pressão aerodinâmica) diretamente no eixo traseiro do Mercedes. É engenharia pura levada ao extremo.
Isto significa que o carro ganha uma estabilidade absurda nas curvas de alta velocidade, permitindo aos pilotos pisar no acelerador muito mais cedo sem medo de perder a traseira.
Assim, enquanto as rivais tentam lutar contra a resistência do ar afinando as asas principais, a Mercedes foi procurar o ganho marginal naqueles pequenos detalhes que escapam ao olho do adepto comum, provando que a aerodinâmica ganhou uma importância gigante na atual temporada.
É nestes pequenos detalhes que a F1 continua a espalhar magia. Encontrar espaço para inovar numa carroçaria totalmente blindada pelas regras é o verdadeiro teste de sobrevivência.





