Inicio outros Estes são os segredos que tornam a Microsoft HoloLens incrível

Estes são os segredos que tornam a Microsoft HoloLens incrível

A Microsoft HoloLens tem feito grande furor, como o mais avançado e completo sistema de realidade mista do mundo, com aplicações que vão desde o lazer puro, à prototipagem industrial.

Os primeiros exemplares da Microsoft HoloLens estão neste momento a chegar às mãos de entusiastas e empreendedores, e a Microsoft revelou finalmente o que está dentro da aura quase magica de um dispositivo capaz de projectar imagens no nosso meio ambiente, como portais para outra dimensão.

Quando a Microsoft chama ao coração da HoloLens “unidade de processamento holográfico” (ou HPU), não está a dar um nome emproado a algo banal. A HPU possui tecnologia altamente especializada que a transforma na mais impressionante unidade de processamento de dados de sensores de que há memória.

Um processador normal é um chip pensado para o equilíbrio de funções, usado tanto para processar os sinais dos sensores externos, e as solicitações do software interno. A HoloLens, no entanto, é um grande agrupamento de sensores externos, que necessitam de capacidade nunca vista para avaliar em tempo real o feedback do meio circundante.

A Microsoft recorreu por isso à TSMC para que concebesse um coprocessador especial, e a tecnológica criou um chip que contém um total de 24 processadores de sinais digitais Tensilica em 12 grupos, com 65 milhões de circuitos lógicos. A memória pode parecer curta, com 8MB SRAM e 1GB de RAM DDR3, mas, graças a esta arquitectura, a HPU pode fazer 1 trilião de cálculos por segundo.

A razão para tamanha rapidez encontra-se no facto de todos os gestos, movimentos e reacções do meio ambiente se processarem puramente ao nível do hardware, sem interface por software. Ou, visto de outro modo, a arquitectura da HPU é quase como software esculpido em forma de chip.

Cada um dos doze núcleos tem uma função específica neste fluxo de dados, permitindo a recolha e agregação de dados mais depressa do que qualquer outro método. E tudo isto com baixo consumo energético: apenas 10W.

Talvez mais importante, a Microsoft revela que os núcleos trabalham neste momento a 50%, pelo que o sistema mantém grande margem para crescimento e adaptação a novas necessidades. Os elementos são programáveis e, por isso, altamente adaptáveis.

Ainda há uma vertente de software, a cargo de um Intel Atom Cherry Trail com 1GB de RAM, que corre Windows 10. Mais uma vez, pode parecer modesto, mas o foco no hardware significa que o processador recebe informação já tratada e fará um esforço mínimo.

Os dados foram revelados no decorrer da conferência Hot Chips, em Cupertino, Califórnia.

Via The Register

  Gosta da Leak? Contamos consigo! Siga-nos no Google Notícias. Clique aqui e depois em Seguir.

Quer receber notificações gratuitas no seu smartphone ou computador sempre que lançamos um novo artigo? Clique aqui.

Siga-nos no Facebook, Twitter, Instagram! Quer falar connosco? Envie um email para geral@leak.pt.

Leia também

VLC 3.3 para Android: descubra o que muda na nova versão!

O VLC é sem dúvida um excelente leitor multimédia. Dito isto, a versão 3.2 chegou no ano passado, trazendo melhorias na aplicação, uma nova...

Gosta de terror? Nem sabe o que vai chegar à Netflix!

Durante os últimos tempos, temos recebido uma série de novos conteúdos na Netflix dos mais variados estilos. Que vão desde a ação, passam pelo...

NVIDIA: RTX 3090 é apenas 10~15% mais rápida que a RTX 3080

Pois bem, depois das primeiras informações a apontar para um acréscimo de performance um pouco desapontante... Agora foi a vez de a NVIDIA avançar...

Google Maps vai dizer-lhe onde anda o COVID-19!

A Google tem colocado lembretes, avisos e informações acerca do COVID-19 em muitos dos seus serviços há já algum tempo. De facto, dificilmente conseguimos...

(Análise) Minecraft Dungeons Hero Digital Edition

Ah Minecraft, as memórias que eu tenho de em 2009 estar na minha mina a cavar à procura de diamantes ao som de Pink...