(Especial) O que aconteceu às gigantes Japonesas dos smartphones

O que aconteceu às gigantes Japonesas dos smartphones? – Caso não saiba, a primeira videochamada de sempre foi feita em 1998 numa feira tecnológica no Japão, 10 anos antes de a tecnologia ficar ‘mainstream’. Entretanto, em 2000, a Sharp lançou o primeiro telemóvel realmente produzido em massa com câmera fotográfica na sua traseira.

Além de tudo isto, em 2001, tivemos um outro telemóvel Japonês a entrar em força na era 3G. Alguns meses depois, tivemos um outro aparelho da Sharp a trazer um ecrã a cores de alta-fidelidade, pagamentos contactless, e suporte a redes móveis super-rápidas para streaming de TV online e envio de fotos de alta resolução.

Tudo isto muito antes de o iPhone existir! Ou de a Google sequer saber que iria ter o SO mais popular do planeta, na forma do Android OS! Em suma, o mundo tecnológico Japonês trouxe muita inovação para cima da mesa. Sendo um dos grandes culpados por muitas das tecnologias que damos por garantidas no nosso dia-a-dia!

No entanto, quantas fabricantes Japonesas vemos no mercado hoje em dia? E quantas têm real impacto no mundo dos smartphones?



(Especial) O que aconteceu às gigantes Japonesas dos smartphones?

dos smartphones?Portanto, uma das fabricantes Japonesas mais importantes do mercado atual é a Sony… No entanto, como deve saber, a divisão de smartphones da marca está longe de ser um marco do mundo Android, e na opinião de muito boa gente, é completamente irrelevante.

Para ter noção, segundo números de Setembro de 2020, até à altura, a Sony apenas vendeu 600 mil smartphones, os mesmos que vendeu em 2019. Um número que fica muito aquém dos milhões de aparelhos vendidos pela Samsung, Apple ou Huawei, mas que acaba por ser um ponto positivo para a Sony! Devido ao facto de o departamento andar a perder dinheiro há vários semestres seguidos, ao mesmo tempo que perde quota de mercado. Por isso, só o facto de a marca ter vendido o mesmo e não menos que em 2019… É tido como um ponto positivo para a imprensa internacional.

Curiosamente, até na sua terra Natal, a Sony não é capaz de competir de rivalizar com as grandes marcas como a Apple, visto que apenas conta com uma quota de mercado de 5.8%, enquanto a Apple tem na sua mão 43,7% e a Sharp (que já não é Japonesa) tem 12,8%. Aliás, as três maiores marcas Japonesas apenas têm 26.8% da quota de mercado do seu país.

O que aconteceu? Tudo começou em 2008!

dos smartphones?

O lançamento do iPhone mudou toda a indústria, e a rápida assimilação daquilo que a Apple tinha feito de bom no seu SO pela Google e o seu Android, dificultou ainda mais a missão para as grandes empresas Japonesas.

Afinal, apesar de todos os avanços que podíamos encontrar no mercado de telemóveis Japonês, com vários serviços personalizados a pensar apenas e só neste único mercado... Quando a nova geração de smartphones chegou, a coisa acabou por cair por terra! Visto que as agora tradicionais apps, apenas precisam de um plano de dados móveis para funcionar, deixando toda a ‘rede’ Japonesa obsoleta.

Caso não saiba, os fornecedores de rede móvel Japonesas, não serviam apenas como forma de aceder à Internet, ofereciam também vários serviços únicos, que o mercado Japonês adorava. No entanto, com a nova geração de aparelhos ‘smart’, e acesso à Internet ‘real’, todo o dinheiro que estes serviços trazia, começou a ir para os bolsos da Apple e Google.

Competição + Preços (mão de obra) mais baixos

Com uma grande aposta no iOS e Android, tivemos uma standardização do mercado, com todos os aparelhos a serem parecidos uns aos outros, e na verdade, a utilizarem os mesmos exatos componentes. Isto abriu a porta a grandes indústrias, como a Chinesa, para produzir todos os componentes em massa, de forma bem mais barata do que o que seria normal.

Além disto, a crise de 2008 atingiu o Japão como uma autêntica bomba! O que fez com que várias marcas baixasse o nível de investimento, o que acabou por deixar o mundo dos smartphones para outros ‘players’.

É basicamente por isto que apenas a Sony tentou ter impacto no mundo dos smartphones. Mas também é por isto que não teve grande sucesso, preferindo apostar noutras áreas com maiores percentagens de lucro, como é a produção de sensores, e claro, o mundo das consolas Sony PlayStation, onde a empresa controlar o hardware mas também o software.


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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, tive o meu primeiro PC aos 10 anos e aos 15 anos montei a minha primeira torre, desde aí nunca mais parei. Tudo o que seja tecnologia, estou na fila da frente para saber mais.

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