(Especial) A Internet mais rápida!? Não, mas vai parecer!

Ainda se lembra dos bons velhos tempos em que tinha de ligar um cabo ethernet à entrada onde normalmente tinha o seu telefone do quarto, para ter acesso a uma Internet extremamente lenta, mas ainda assim completamente cheia de magia? Pois bem, esses tempos já estão muito longe, e hoje em dia, temos velocidades incríveis seja dentro ou fora de casa, nos nossos computadores ou smartphones.

Mas, numa altura em que muito processamento começa a acontecer longe de si (Nuvem), e temos cada vez maiores exigências de informação, e também de funcionalidades inteligentes (IA), talvez seja boa ideia perceber como é que a Internet realmente funciona.

A Internet lenta ou rápida? Não depende só de si!

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Portanto, se porventura tem contratado um serviço de Internet teoricamente capaz de chegar aos 200 megas, 500 megas ou 1 Gigabit, é muito provável que um qualquer teste de velocidade (speedtest.net) apresente essa mesma potencial velocidade. Mas… No mundo real, raramente vai atingir essas velocidades.

Como deve imaginar, é um desperdício de recursos, e na verdade impossível, manter ligações desta velocidade para todos os consumidores ao mesmo tempo. Sendo exatamente por isso que por vezes o YouTube ou a Netflix falha no afamado buffeting, os downloads são lentos, entre muitas outras coisas.

Sabe porquê? A velocidade da sua Internet não depende apenas da velocidade contratada!

Ou seja, mesmo que tenha uma ligação perfeita à Internet, e o seu fornecedor lhe abra as portas de todos os megas e mais alguns, existem outros fatores a ter um profundo impacto na performance dos seus aparelhos conectados.

Um deles é a latência, ou seja, o tempo que o seu aparelho demora a enviar informação, e depois a receber a resposta ao seu pedido. Infelizmente, existem sempre pequenos pacotes a ficarem pelo caminho, o que acaba por refletir-se em fraca performance, ou pelo menos em performance aquém do esperado.

Sendo exatamente por isso que temos grandes empresas a tentar eliminar completamente a latência na sua ligação à Internet. Estamos a falar de empresas como a Nokia, Apple, Google, Ericsson, etc… Estamos assim a falar de um novo padrão conhecido como L4S, que foi publicado em Janeiro, e vai eventualmente chegar à nossa ligação à Internet.

É algo que no fundo não vai mudar a velocidade da nossa Internet, mas que vai ser capaz de fazer com que esta pareça muito mais rápida aos nossos olhos.

O que é a Internet?

No fundo, a Internet é um monte de computadores ligados entre si, capazes de trocar informações de forma extremamente rápida. O que claro está, no mundo real, significa que temos centenas de milhares de quilómetros de cabo ou fibra ótica, milhões de computadores ligados entre, de routers, switches, etc… Uma infraestrutura cheia de pontos de falha, que por sua vez pode dar origens a problemas na sua ligação à Internet.

Um dos pontos de falha está no “bottleneck”. Por exemplo, imagine que quer ver um qualquer vídeo, mas o servidor mais próximo,e por isso potencialmente mais rápido, não tem largura de banda suficiente para você se conseguir ligar, ou está offline. Isto significa que vai ter de se ligar a um outro servidor, mais longe, o que por sua vez significa que a informação tem de viajar mais uns quantos quilómetros relativamente ao que seria o normal do dia-a-dia.

Na realidade, o elo mais fraco de qualquer ligação vai determinar a velocidade máxima da sua Internet no dia-a-dia. Um elo mais fraco que pode ser diferente todos os dias! 

Imagine que tem uma ligação à Internet de 1 Gigabit, mas o seu router só consegue oferecer 10 Mbps de velocidade de Internet. O que vai acontecer? Vai ter uma ligação limitada a 10 Mbps. É simples!

A infraestrutura está a ficar demasiado grande e complexa. Isto está a meter a Internet mais lenta! Sendo exatamente por isso que temos de olhar para o LS4.

Portanto, o L4S significa “Low Latency, Low Loss, Scalable Throughput”. O seu objetivo é minimar o tempo de espero no envio e receção de dados.

Para isto, existe muito trabalho de fundo para tornar o ciclo de latência mais curto quando começa a existir um congestionamento na rede. De forma mais concreta, o L4S significa que os nossos aparelhos vão ser mais inteligentes a descobrir onde estão os congestionamentos, para irem à procura de uma solução livre mais rapidamente.

De forma mais resumida, se os pacotes fluirem sem problema, está tudo bem e o L4S não faz nada. Caso contrário, se existir uma fila capaz de ultrapassar uma métrica de tempo pré-definida, os dispositivos da rede vão começar a fazer ajustes para tentar fugir à congestão, ou anulá-la no imediato.

Isto faz com que os dados continuem a fluir da forma mais rápida possivel, sem disrupções.

Quando é que chega de forma oficial?

Não há forma de dizer.

De forma muito resumida, o L4S só precisa de um sistema operativo compatível, routers compatíveis, e servidores compatíveis. Aqui vale ainda a pena dizer que no mundo da Internet interessados não faltam, e a implementação da tecnologia nem é assim tão complexa quanto isso.

O problema é o tamanho da rede em si, e o tempo que cada mudança demora a propagar-se. Ora veja o exemplo do ipv6, que já chegou há 10 anos, mas ainda está em implementação.

Curiosamente, mesmo que a tecnologia seja implementada em massa, é algo que vai passar despercebido à grande maioria dos utilizadores. Ou seja, a Internet vai ficar mais rápida, mas ninguém o vai perceber.

Fonte

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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