Se és minimamente conhecedor do ecossistema da Microsoft, sabes perfeitamente que a maioria dos utilizadores comuns divide-se entre as versões Home e Pro do Windows 11. No entanto, há um ecossistema muito específico de utilizadores que precisa de espremer o hardware ao máximo e para o qual as limitações tradicionais da Microsoft são um autêntico entrave.
É precisamente aqui que entra uma versão praticamente desconhecida do grande público, lançada originalmente em 2021, mas que tem permanecido na sombra. Estamos a falar do Windows 11 Pro for Workstations.
Esta edição foi desenhada cirurgicamente para se posicionar no espaço cinzento que separa o Windows 11 Pro convencional das complexas plataformas Windows Server, focando-se em cientistas de dados, profissionais de renderização 3D e engenheiros que lidam com cargas de trabalho massivas.
Abaixo as barreiras do hardware de consumo?
Para perceberes o nível de poder de que estamos a falar, importa olhar para os limites que o Windows 11 Pro normal impõe ao teu computador. A versão Pro tradicional suporta “apenas” até 2 processadores físicos, um máximo de 128 núcleos e 2TB de memória RAM.
Pode parecer muito para um computador doméstico ou de escritório, porque de facto é. Mas, para quem faz computação pesada é curto. O Windows 11 Pro for Workstations rebenta com estas amarras e eleva o suporte para uns impressionantes 4 sockets de CPU, até 256 núcleos de processamento e uns astronómicos 6TB de memória RAM.
A nível de arquitetura do sistema, as alterações também são profundas. Esta versão traz suporte nativo para o sistema de ficheiros ReFS (Resilient File System). Uma tecnologia que consegue detetar e reparar automaticamente ficheiros corrompidos em matrizes de discos espelhados sem que o utilizador dê por isso.
Outra adição de peso é o suporte para RDMA (Remote Direct Memory Access), que permite partilhar ficheiros em rede com latência ultra-baixa e sem sobrecarregar o processador, utilizando diretamente placas de rede dedicadas. Adicionalmente, o sistema está preparado para gerir módulos NVDIMM, garantindo que os dados guardados na memória não se perdem mesmo que haja uma quebra total de energia no edifício.
Uma fatura pesada para uma plataforma de elite?
Ao contrário das edições normais, esta variante está oficialmente certificada para correr chips de classe de servidor, como as gamas Intel Xeon e AMD Opteron. Todas estas ferramentas técnicas, onde temos de incluir a interface renovada e as ferramentas de inteligência artificial da nova geração da Microsoft são incríveis. Mas, a exclusividade tem um preço. Na loja oficial da tecnológica norte-americana, a licença digital deste sistema operativo custa uns valentes 309 dólares. Um valor substancialmente superior aos 200 dólares pedidos pela versão Pro normal.
No fim do dia, a existência desta versão prova que, atrás do sistema operativo que todos usamos para jogar ou trabalhar no dia a dia… Existe uma infraestrutura robusta talhada para as maiores frotas de computação do mundo.






