Este é um carro que eu sempre evitei ensaiar, e se calhar fiz mal. É preciso dar algum contexto neste sentido… A verdade é que não sou o maior fã dos elétricos baratos com autonomias muito limitadas. Já disse isso na altura do lançamento do Twingo, apesar de admitir que é um carro muito “giro” para aquilo que é.
Ainda me faz confusão ver esta nova geração de pequenos automóveis que já não são capazes de ir para todo o lado à vontade, porque é preciso carregar a meio do caminho, talvez até carregar mais do que uma vez.
Como já dissemos várias vezes na Leak.pt, temos de ter em consideração que este foi o primeiro elétrico verdadeiramente barato a aterrar no nosso mercado. Um automóvel que, nas suas primeiras versões, era… Bem… Muito limitado, despido de tudo e cortado por todos os lados. Era o que tinha de ser na altura.
O mercado pedia um carro elétrico acessível a qualquer custo e a Dacia meteu mãos à obra para entregar exatamente isso. Mas, como seria de esperar, os anos passaram, e o Dacia Spring também foi capaz de evoluir.
O que tem este pequeno citadino de especial?

Aqui é preciso salientar que estamos prestes a dar as boas-vindas à nova geração deste elétrico do segmento A. Mas, mesmo sem olhar para o que aí vem, há muito para gostar no atual Dacia Spring. E isto é importante! Vendeu muito e, por isso mesmo, vai ser possível encontrar unidades usadas ao preço da chuva dentro de muito pouco tempo. Talvez até seja possível encontrar unidades novas com um bom desconto em cima, como aconteceu há alguns anos atrás.
Não vou aqui dizer que é o carro ideal para o dia a dia de quem faz tiradas enormes de quilómetros, porque não é. Mais concretamente, é simples, traz a tecnologia que realmente interessa e é extremamente fácil de conduzir sem entregar uma experiência frustrante. É óbvio que não vais tentar atacar curvas apertadas nem puxar pelo chassis, até porque sentes no imediato as limitações da própria conceção do carro.
Ágil nos semáforos e surpreendente nas deslocações diárias!
No fundo, para a rotina diária de ir para o trabalho, levar os miúdos à escola ou “ir buscar o pão” como muita gente diz em tom de brincadeira, o carro é pura e simplesmente perfeito.

No meu caso pessoal, que faço frequentemente 70 quilómetros por dia (30 deles em autoestrada), fiquei bastante satisfeito com a gestão de energia. Ir e vir gastou mais ou menos metade da bateria, e quem me conhece sabe que sou bastante exigente com o pé direito. Fiz uma média de 12.2 kWh/100km.
Mais concretamente, nos semáforos continua a comportar-se como um elétrico a sério. Arranca com genica, despacha-se no trânsito urbano e deixa para trás muito condutor desatento nos cruzamentos. Não é um carro veloz de velocidade de ponta, mas é rápido de resposta. É uma autêntica bala citadina.
É um carrito muito inteligente e que deixa um legado histórico importante no mercado nacional. Portanto, a marca tem agora a fasquia elevada e não pode falhar no salto para a próxima geração.
Diz-me tu: ponderavas comprar um Dacia Spring no mercado de usados para as voltinhas diárias, ou a limitação de autonomia continua a ser um travão para ti?







