Se estavas a pensar comprar portátil novo, montar PC ou fechar aquele projeto empresarial que anda em stand-by, há uma palavra que importa agora. Fevereiro.
Nós já avisámos há algumas semanas atrás, após algumas apresentações de novos smartphones em Portugal, e agora temos a Lenovo a avisar os parceiros que vai aumentar preços nas linhas de PCs e servidores a partir de março de 2026. Pois… quando uma gigante como a Lenovo mexe, raramente é caso isolado.
É normalmente o início de uma onda.
A culpa é da memória
A explicação é a mesma de sempre, mas aqui é como se fosse uma história com um novo capítulo. A Lenovo até tinha garantido hardware suficiente para vários meses de “crise”. Mas, o custo da memória e do armazenamento continua a disparar, e pelos vistos, é preciso preparar o futuro de uma outra forma.
Por isso, a divisão Intelligent Devices Group e a Infrastructure Solutions Group da Lenovo já comunicaram internamente que os ajustes são inevitáveis para compensar a escalada nos preços dos componentes.
Para quem trabalha com servidores e soluções empresariais, a pressão é ainda maior. As propostas internas passam a ter validade de 14 dias e as externas apenas 30 dias. Basicamente, a Lenovo não quer ficar presa a contratos longos enquanto os preços sobem todas as semanas.
Não é só a Lenovo
Quando um fabricante deste tamanho anuncia aumentos, é quase garantido que outros vão seguir. Ninguém consegue manter preços antigos se os custos de produção sobem de forma estrutural e consistente.
O que estamos a ver é o início de um reajuste generalizado no hardware. PCs, portáteis, servidores e provavelmente até componentes individuais vão refletir esta nova realidade. Quem achava que 2025 já tinha sido complicado em termos de preços pode preparar-se para um 2026 ainda mais exigente.
Comprar agora ou esperar?
Em suma, a própria Lenovo aconselhou os parceiros a fechar encomendas até ao final de fevereiro para garantir os preços atuais. Isto não é apenas uma formalidade. É um aviso direto.
Se tens planos de upgrade, março pode significar pagar mais pelo mesmo equipamento.
Dito tudo isto, a pergunta que fica é inevitável. Estamos preparados para um mercado onde a IA dita o preço de tudo, até do portátil que usamos para trabalhar?







