Quem está no mercado regulado de eletricidade vai notar a fatura da luz um pouco mais pesada, porque a eletricidade fica mais cara a partir de 1 de outubro, depois de uma nova diretiva aprovada pela ERSE. A mudança entra em vigor já no primeiro dia do próximo mês e afeta sobretudo os clientes que ainda não mudaram para o mercado livre.
O que mudou exatamente
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos publicou a Diretiva n.º 4/2026, datada de 15 de setembro. Assim corresponde à primeira atualização da tarifa de Energia aplicável pelo Comercializador de Último Recurso. Esta diretiva altera parcialmente a Diretiva n.º 1/2026, que tinha definido as tarifas em vigor desde o início do ano. Como tal produz efeitos a partir de 1 de outubro de 2026, ainda antes da revisão anual habitual de janeiro.

Quem é afetado por esta mudança
A atualização abrange as tarifas transitórias de venda a clientes finais e a tarifa social. Tanto em Portugal continental como nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Também são atualizadas as tarifas de venda a clientes finais aplicáveis no âmbito do fornecimento supletivo. O mesmo acontece com a tarifa de Energia e Comercialização da mobilidade elétrica. Na prática, isto significa que quem está no mercado regulado, e não apenas os consumidores domésticos comuns, sente o impacto desta mudança já na próxima fatura.
Um mercado onde a diferença de preços já é significativa
Mesmo antes desta atualização, o mercado elétrico português já apresentava diferenças relevantes entre comercializadoras. Em setembro, o preço médio do kWh rondava os 0,1629 euros. Isto com as ofertas mais baratas do mercado livre a chegarem aos 0,14 euros por kWh. Para uma família com um consumo mensal típico de cerca de 275 kWh, a diferença entre a tarifa mais barata e a mais cara do mercado já ultrapassava os 49 euros por ano, segundo simulações realizadas antes desta nova diretiva entrar em vigor.

Vale a pena rever o teu contrato agora
Com esta atualização a entrar em vigor já na próxima semana, este pode ser o momento certo para comparares as ofertas disponíveis no mercado livre. Sobretudo se ainda estiveres no mercado regulado e nunca tiveres mudado de fornecedor. As tarifas simples continuam a ser a escolha dominante entre quem muda de fornecedor, representando a esmagadora maioria das novas subscrições registadas este ano, sobretudo entre famílias que procuram previsibilidade na fatura mensal.
O que fazer se beneficias da tarifa social
Quem tem direito à tarifa social de eletricidade também se encontra abrangido pela atualização aprovada pela ERSE. Se tiveres dúvidas sobre se estás a receber corretamente este desconto na tua fatura, podes contactar a DGEG. Trata-se da entidade responsável por identificar os beneficiários da tarifa social e esclarecer qualquer reclamação relacionada com a sua atribuição, incluindo casos em que o desconto deixou de aparecer sem explicação aparente na fatura mensal.
Um outubro para rever hábitos de consumo
Além de comparares fornecedores, este é também um bom momento para reveres a potência contratada em casa e os teus horários de consumo, sobretudo se tiveres uma tarifa bi-horária disponível. Pequenos ajustes, como concentrar o uso de eletrodomésticos mais pesados fora das horas de maior consumo, podem ajudar a compensar parte do impacto desta atualização na tua fatura de outubro.
Já comparaste a tua tarifa atual com as alternativas disponíveis no mercado livre antes desta subida?






