Como tenho vindo a avisar aqui na Leak, a memória RAM passou a ser a “chave” do mundo dos smartphones. Afinal de contas, se queres IA a sério, tens de ter processamento local, e isso obriga à instalação de uma quantidade saudável de memória. No caso da Apple, a quantidade mínima é de 12GB. Sendo exatamente por isso que o atual iPhone 17 não deverá ser compatível com a suíte máxima da Apple Intelligence de nova geração.
Sendo exatamente por isso que existia a expetativa de uma subida para 12GB no modelo base do iPhone 18. Afinal, só assim o modelo base da Apple poderia ser compatível com todas as novidades do iOS 27. Mas… Se calhar não vai acontecer. Ou seja, além do facto de o smartphone ser lançado apenas em Abril de 2027, a quantidade de memória pode mesmo ficar limitada. Porém, não vai ser aos 8GB. Vai ser aos 9GB. Vamos perceber o porquê.
A matemática estranha do novo processador A20?

De acordo com as informações recolhidas na cadeia de distribuição, a escolha por este número tão bizarro de 9GB resume-se a uma mudança física na arquitetura do chip. O processador A20 dos modelos de entrada vai mudar a sua estrutura interna para passar a usar seis blocos de 1.5GB, em vez do desenho tradicional de quatro blocos de 2GB que vemos atualmente.
A Apple justifica esta mexida como sendo necessária para garantir o desempenho básico da Apple Intelligence sob o futuro iOS 27.
O problema é que isto cria uma linha de separação brutal dentro da mesma gama. É que os modelos mais caros (as duas variantes do iPhone 18 Pro e o muito falado modelo dobrável) vão manter-se firmes e hirtos nos desejados 12GB de RAM, graças ao chip A20 Pro.
Os outros modelos ficam com menos 3GB de memória.
O que muda?
Esta diferença de memória deixa muitas dúvidas no ar sobre o que os modelos base vão mesmo conseguir fazer. Já sabemos que as funções mais básicas correm sem problemas com 8GB. A dor de cabeça está nos modelos de linguagem mais avançados e pesados, que exigem no mínimo 12GB para processar tarefas complexas localmente no telemóvel.
Aliás, convém não esquecer que foi precisamente por falta de RAM que o iPhone 15 normal ficou sem acesso à Inteligência Artificial da Apple.
Ao deixar os modelos mais baratos com apenas 9GB, a Apple corre o risco de trancar os utilizadores fora das melhores novidades de software não agora, mas daqui a um ou dois anos. Algo que tem de estar debaixo de olhos dos consumidores.
Não sabemos se isto é uma consequência direta da crise de semicondutores que anda a assolar o mercado ou se é apenas uma tática corporativa para cortar nos custos de fabrico dos modelos de entrada. Mas é algo a ter em conta.




