Dormes com o telemóvel neste sítio? Ninguém fala disto!

Deitas-te, pousas o telemóvel no sítio do costume e apagas a luz. Parece um gesto inofensivo, quase automático. O problema é que esse sítio do costume usado por milhões de pessoas todas as noites pode estar a criar um risco real, pouco falado e raramente associado ao telemóvel. Não tem a ver com teorias estranhas nem com histórias exageradas. Tem a ver com algo muito mais simples: calor, posição e falta de ventilação. E se dormes com o telemóvel neste sítio fica a saber que a maioria das pessoas só se apercebe quando já existe um problema.

Dormes com o telemóvel na cama? 

Dormir com o telemóvel na cama, em cima do colchão, debaixo da almofada ou mesmo encostado ao corpo é um hábito muito comum. Muitas vezes fica ali porque serve de despertador, porque estavas a ver algo antes de adormecer ou porque simplesmente não pensaste nisso.

O problema é que a cama é um dos piores locais possíveis para deixar um dispositivo eletrónico.

Ao contrário de uma mesa ou de uma superfície dura, os tecidos absorvem o calor e impedem que ele se dissipe. Lençóis, edredões e almofadas funcionam quase como um isolamento térmico. Se o telemóvel ainda estiver a carregar, o efeito é ainda mais acentuado.

O risco invisível: sobreaquecimento silencioso

Os telemóveis modernos têm sistemas de segurança e controlo de temperatura, mas isso não significa que estejam imunes a ambientes desfavoráveis durante várias horas seguidas.

Quando um telemóvel passa a noite inteira numa zona sem circulação de ar, rodeado de tecidos e, muitas vezes, em contacto com o corpo, o calor acumula-se lentamente. Não há alertas, não há mensagens de aviso, não há sinais óbvios.

Esse calor extra, repetido noite após noite, acaba por ter consequências. A bateria é sempre a primeira a sofrer. Perde capacidade mais depressa, descarrega mais rápido e começa a aquecer com mais facilidade durante o dia. Com o tempo, o desempenho geral do equipamento também pode ser afetado.

É um desgaste lento, mas constante.

“Mas nunca aconteceu nada comigo”

Este é o argumento mais comum e também o mais perigoso. A maioria dos problemas relacionados com calor não acontece de um dia para o outro. São cumulativos. Meses de exposição a temperaturas acima do ideal vão encurtando a vida útil do aparelho sem que dês por isso.

Em casos raros, mas documentados, já houve situações de cabos a derreter, cheiros a queimado e até pequenos focos de incêndio associados a telemóveis deixados a carregar na cama. Não é comum, mas é possível. E quando acontece, normalmente é durante a noite, quando todos estão a dormir.

O problema não é só o telemóvel

Há outro detalhe que passa despercebido: a segurança física.

Um telemóvel pousado na cama pode cair durante a noite, ficar preso entre o colchão e a estrutura da cama ou acabar pressionado pelo corpo. Isso aumenta o risco de danos no equipamento e, em alguns casos, pode até causar pequenas queimaduras por contacto prolongado com superfícies quentes.

Nada disto parece grave isoladamente. Mas somado, cria um cenário que simplesmente não faz sentido ignorar.

Onde deves deixar o telemóvel à noite

Não é preciso complicar. Basta mudar o hábito.

O ideal é deixar o telemóvel numa superfície dura, estável e bem ventilada, como uma mesa de cabeceira. Se estiver a carregar, evita capas muito grossas e garante que o cabo não fica dobrado ou preso.

Se usas o telemóvel como despertador, não precisas de o ter na cama. O som chega perfeitamente a partir de uma mesa próxima.

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Bruno Fonseca
Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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