Disney e Youtube contra Pewdiepie – quem ganha?


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Pewdiepie é, neste momento, o Youtuber mais famoso do Mundo. 53 milhões de seguidores, entre 3 a 4 milhões de visualizações por vídeo. Ah, mas porque é que tem tanto sucesso? Simples. São vídeos humorísticos – ora a jogar videojogos de terror e a gritar como uma menina, ora a fazer piadas. E foi com a segunda versão que estalou a polémica.

É que Felix Kjellberg (verdadeiro nome de Pewdiepie) decidiu fazer humor anti-semita. Mais especificamente num vídeo onde 2 homens indianos seguram um cartaz onde se lê “I Hate Jews”. Ou pelo menos, assim o pinta a gigantesca maioria dos meios de comunicação. The Guardian. The Sun. The Independent. Todos reportam o humor anti-semita que levou a que a Maker Studios e o Youtube tomassem medidas contra Pewdiepie.

Que medidas foram essas? Cancelar o programa de Felix no Youtube Red e ainda retirar todos os anúncios dos vídeos em questão. O patrocínio com a Maker Studios foi também deitado abaixo. Compreensível, tratando-se de humor racista e pejorativo. Acontece, porém, que não foi feito humor anti-semita.

E aqui, meus caros, desafio-vos a ver o vídeo em questão (e repito a hiperligação, goshdangit!). Está visto? Do início até ao fim? Óptimo. Agora passemos a ver este vídeo dos Gato Fedorento. É um sketch sobre o momento em que José Manuel Coelho exibiu no parlamento madeirense uma bandeira nazi. O sketch em questão foi transmitido em directo, em horário nobre. Este não recebeu, da parte dos meios, qualquer tipo de atenção anti-semita. A diferença?

Hitler a falar para Madeirenses. Pewdiepie recordar-se-ia desta?

Factos alternativos. E só num mundo e país de factos alternativos é que se torna notícia um vídeo de Youtube cujo único propósito é fazer humor com uma plataforma. O problema, infelizmente, é mais profundo.

Os media norte-americanos sofreram uma gigantesca derrota aquando da vitória de Donald Trump nas eleições. Infelizmente, porque não o representaram com a seriedade que os seus ideais políticos necessitavam – o resultado está à vista e promete trazer danos bastante duradouros para os E.U.A.

Portanto, criou-se a necessidade de se tornarem o mais interventivos possíveis, em nome da democracia. O busílis está na necessidade exagerada de criar lutas sociais contra figuras populares – noutras palavras, evitar um novo Trump. Pewdiepie foi, infelizmente, trazido para o turbilhão noticioso muito por culpa da actual agenda norte-americana.

Porém, uma palavra para a Maker e para o Youtube. As suas acções são compreensivas, se tivermos em conta a imagem pública de ambas as plataformas. Correndo o risco do seu principal embaixador ser conotado (erroneamente ou não) enquanto anti-semita, cortaram rapidamente o mal pela raíz. É Relações Públicas 101.

Pewdiepie, numa tentativa de humor mais corrosivo. Ou apenas numa parvoíce, alá Pewdiepie.

Agora, até com alguma “esperança”, vemos os meios de comunicação nos E.U.A. a vaticinar o “fim” de Pewdiepie. O que apenas revela o quanto ainda não aprenderam com a experiência Trump e, pior, o quanto desconhecem os seus novos leitores. Pewdiepie sabe disso e já virou o bico ao prego, culpabilizando os media.

E se analisarmos os seus vídeos depois desta polémica, a média de 4 milhões (leram bem) de visualizações mantém-se. Com apenas uma pequena diferença. O post de resposta aos media. Conta com 13 milhões de visualizações. Por isso, e respondendo ao título do artigo. Quem ganhou?

Creio que quem garantiu 4 milhões de opinadores constantes tem aqui a vantagem. Ou não, Pewdiepie?

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