Se estás a pensar mandar o teu operador atual dar uma curva e saltar para a DIGI Portugal, a resposta curta é: a internet fixa é um negócio de outro mundo, mas o móvel ainda pode ser uma montanha-russa de emoções. Depois de analisar dezenas de relatos reais de utilizadores em 2026, aqui tens o sumo do que realmente acontece quando o cartão SIM ou o router chegam a tua casa. Então no caso da DIGI Portugal trata-se de algo muito positivo ou uma armadilha?
DIGI Portugal: plano de fuga perfeito ou uma armadilha?
1. Internet Fixa: o “santo graal” da poupança
Aqui não há grandes dúvidas: se tens cobertura de fibra própria da DIGI, vale muito a pena.
Relatos dos Utilizadores: A maioria dos clientes de fibra está radiante. Há quem reporte velocidades de 1 Gbps por 10 € que nunca falham, comparando-as à estabilidade da Vodafone ou MEO, mas por um terço do preço.
O Ponto Fraco (CG-NAT): Se és um utilizador avançado que joga online ou usa câmaras de vigilância, podes ter problemas porque a DIGI usa por defeito uma tecnologia chamada CG-NAT (que partilha IPs). No entanto, em 2026 já podes pedir a ativação de um IP público para resolver isto.
Instalação: Tem sido o maior “gargalo”. Como a procura é gigante, há relatos de esperas de semanas até o técnico aparecer.
2. Serviço Móvel: A grande lotaria da cobertura
O móvel é onde as opiniões se dividem drasticamente. Por um lado, pagas 4 € ou 5 € por gigas quase ilimitados; por outro, a rede pode deixar-te “pendurado”.
O Drama das Chamadas: Muitos utilizadores queixam-se de que, às vezes, o telemóvel não toca e vai direto para o voicemail, mesmo tendo rede. Isto acontece frequentemente em modelos de telemóvel que não suportam bem as configurações da DIGI (como o VoLTE).
Indoor vs. Outdoor: Na rua, o 5G da DIGI em Lisboa e Porto voa. Mas basta entrares num centro comercial ou num prédio com paredes mais grossas para o sinal cair para 4G ou desaparecer.
O Truque do Roaming: Se fores muito ao estrangeiro, cuidado. Há relatos de que o roaming da DIGI ainda é instável e pode dar dores de cabeça na configuração inicial.
O que dizem os clientes
No que toca à Internet Fixa, o que os clientes mais adoram é, sem dúvida, a velocidade real de 1 Gbps ou 10 Gbps a preço de “chuva”, que permite navegar sem limites por uma fração do custo dos operadores tradicionais. Contudo, o que eles odeiam são os atrasos épicos nas instalações e um suporte técnico que, devido à enorme procura, por vezes demora dias a responder a problemas simples.
Já no Serviço Móvel, o grande destaque positivo vai para os preços imbatíveis de 5 € por dados ilimitados e a funcionalidade de acumulação de gigas não gastos. Em contrapartida, o que os utilizadores mais criticam são as falhas de rede constantes dentro de casa (indoor) e as dificuldades técnicas raras, mas irritantes, ao tentar receber SMS de autenticação de bancos ou serviços oficiais.
Qual escolher primeiro?
Se queres jogar pelo seguro, o meu conselho é: subscreve primeiro a Internet Fixa. É o serviço mais maduro e onde a poupança anual é mais brutal (podes poupar mais de 300 € por ano).
Quanto ao serviço móvel, como não tens fidelização, o melhor é pedires um cartão novo para testar a rede na tua zona. Também no teu trajeto diário antes de fazeres a portabilidade definitiva do teu número principal. Muitos utilizadores acabaram por desistir do móvel mas mantiveram a fibra, porque a diferença de qualidade no fixo é quase nula, mas a diferença no preço é histórica.









