Quem é fã de hack ‘n’ slash puro e duro sabe perfeitamente que Devil May Cry 5, lançado em 2019, foi o pico absoluto da saga. De facto, para mim, é um dos melhores jogos de consola alguma vez lançados. É um daqueles títulos que dá sempre vontade de dar uns toques, mesmo passados 7 anos desde o seu lançamento original.
No entanto, o futuro de Dante e companhia está envolto num nevoeiro cerrado que começa a deixar a comunidade em pânico. Com a saída repentina do lendário diretor Hideaki Itsuno, os planos para uma sequela direta parecem ter mudado de rumo nos bastidores da empresa japonesa.
Ou seja, é preciso ganhar tempo para o que vai acontecer a seguir, e isso significa que há agora espaço para um remake.
A saída de Hideaki Itsuno e o vazio na cadeira de realizador?
Para percebermos o tamanho do problema, temos de olhar para a cronologia.
Ou seja, Hideaki Itsuno, o homem que salvou a saga em 2003 com DMC 3 e liderou todos os jogos principais desde então, abandonou oficialmente a Capcom em agosto de 2024. Aqui vale a pena dizer que entre o lançamento de DMC 5 em 2019 e a sua saída, Itsuno esteve totalmente focado no desenvolvimento de Dragon’s Dogma 2. Isto significa que, ao contrário do que muitos pensavam, o desenvolvimento de um DMC 6 nunca chegou a arrancar pelas mãos do seu criador original.
Entretanto, com a sua demissão, a hipótese de a Capcom entregar uma sequela direta a um diretor completamente novato é praticamente nula. Devil May Cry é uma saga complexa, com mecânicas de combate extremamente técnicas e refinadas.
Dar a responsabilidade de um jogo totalmente novo a quem nunca liderou a franquia seria um risco comercial e criativo gigantesco que a administração não quer correr. Aliás, isto já aconteceu no passado, e resultou em Devil May Cry 2… O pior jogo da saga.
O RE Engine como campo de treinos perfeito ao longo de 2026!
É aqui que entra a estratégia de ouro da Capcom. Em vez de avançar para um incerto DMC 6, o cenário mais provável é a aposta num remake do zero na fantástica RE Engine.
Este modelo serve como uma escola ou “campo de treino” seguro para o novo diretor e para a equipa mostrarem o que valem, adaptando uma história que já existe e que os fãs adoram, sem a pressão de criar algo inédito.
Ou seja, é muito provável que os três primeiros jogos sejam alvo de “remakes”. Primeiramente o primeiro título, e se tudo correr bem, os outros dois também.
Porém, aqui vale a pena dizer que, historicamente, os remakes na RE Engine demoram entre 3 a 5 anos a ficar concluídos. Ainda assim, se a Capcom optar por uma produção mais ágil de 3 anos, é muito provável que tenhamos um anúncio oficial já no final deste ano ou no início do próximo.
Um jogo DMC vai existir de certeza. DMC 5 vendeu muito bem, e o anime na Netflix deu uma outra vida à saga. Além disso, a Capcom garantiu aos investidores que iria expandir e apostar forte na marca DMC para o futuro. Por isso, resta-nos esperar para ver.





