Deve comprar um Google Pixel ou Pixel XL? Cinco razões para levar a sério a nova Google


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A Google lançou no passado dia 04 de Outubro os seus novos smartphones google Pixel e Pixel XL, marcando claramente uma nova fase na sua abordagem ao mercado dos telemóveis, chamando a si todo o branding e abandonando a ideia que propulsionara os Nexus: Android stock, a um preço acessível.

Pelo contrário, os novos Google Pixel e Google Pixel XL são flagships puros, capazes de se baterem com os grandes nomes da indústria, e o Android a bordo deixa de ser meramente “puro” para passar a incluir características que serão exclusivas dos Pixel, pelo menos por agora. Claro que isto tem o seu preço (literalmente), e para trás fica também o preço acessível dos Nexus. Os Pixel deixam de estar pensados para os puristas do Android e programadores, para piscarem o olho ao mercado premium, ao ponto de muitos se perguntarem se a Google pode competir com a Apple.

Esta é uma pergunta errada. A pergunta certa é: porque é que os aficionados dos telemóveis têm seriamente de pensar em esquecer os Nexus e abraçar os Pixel?

Puramente qualidade

Não, ainda não testamos nenhum dos dois Pixel, e estamos realmente piursos com tal ocorrência, mas há uma expressão no mundo dos telemóveis: qualidade HTC.

google-pixel-xlHouve momentos em que a HTC reinou suprema no mundo dos smartphones, tendo sido responsável pelo primeiro telemóvel comercial com sistema operativo Android, e houve momentos em que tivemos de nos perguntar se a HTC se lembrava como desenhar e fabricar um flagship. Ao longo de todas estas fases, a qualidade de fabrico da HTC sempre se manteve como alvo do respeito de todos na área da tecnologia, pelo que o fabrico dos Google Pixel deve estar para lá de qualquer dúvida.

O design, esse, parece-nos algo que será melhor apreciado ao vivo que em imagens de imprensa, mas, quando enquadrado no rumo estilístico dos novos dispositivos da Google, como o Google Home, faz todo o sentido com o seu apelo modernista e minimalista que lembra os traços esteticamente limpos que a ficção-científica vaticinava para décadas futuras que nunca chegaram a concretizar-se.

De resto, Google Pixel e Google Pixel XL parecem responder menos aos jovens tecno-curiosos que procuravam os Nexus, para se debruçarem mais nos utilizadores consumados de smartphones que procuram performance pura. Nesse sentido – e em correspondência com os seus preços – os Pixel e Pixel XL são dispositivos bastante completos, com processadores Snapdragon 821 e 4GB de RAM, além de ecrãs FHD e QHD respectivamente, câmara principal de 12MP com estabilização electrónica de imagem.

Será potencialmente a melhor câmara alguma vez colocada num smartphone com a chancela Google, introduzindo por exemplo um novo modo HDR de que a Google parece ter bastante orgulho, mas termos que aguardar até o ver em pessoa.

Não é dizer que são os melhores smartphones do mercado, mas encontram-se decididamente nesse segmento.

Google Daydream VR

google_daydream_view_vrGostamos da realidade virtual, e se concorda connosco, então os Google Pixel e Pixel XL têm de estar no seu radar. Claro que ainda este ano veremos novas apostas neste campo, por exemplo com o Lenovo Phab 2 Pro com a tecnologia do projecto Tango, mas os dois Pixel são os primeiros dispositivos certificados para a utilização da plataforma de realidade virtual Google Daydream VR.

A verdade é que ainda não sabemos o que precisa um dispositivo de possuir para ser certificado como compatível. Pelo menos não tudo, mas os ecrãs OLED são sem dúvida um dos requisitos. Especificamente, um dos grandes problemas da realidade virtual é a taxa de resposta dos ecrãs dos telemóveis. Concentra-mo-nos frequentemente em questões como a luminosidade, contraste, intensidade de cor e resolução, mas mesmo ecrãs de elevada qualidade podem ter fraca capacidade de resposta (ou elevada persistência), entendida como a velocidade com que os pixéis podem passar de uma imagem para outra.

Se passarmos muito tempo em jogos ou aplicações VR, vamos começar a notar que alguns ecrãs apresentam estes “fantasmas”, na transição de uma frame para outra, tornando a experiência potencialmente cansativa. Os OLED/AMOLED têm – regra geral – menor persistência, cada pixel individual responde mais depressa e, por isso, são mais adequados às necessidades de transição de imagem da realidade virtual.

Os óculos Daydream View, que a Google oferece na pré-encomenda dos Pixel, têm os seus próprios argumentos interessantes, como o fabrico em materiais respiráveis e leves, ou o apoio facial lavável. Depois temos – claro – o telecomando que permite controlar jogos e apps sem termos botões físicos ao nosso dispor nos óculos Daydream View, o que liberta o corpo e a cabeça para movimentos mais naturais. Mais do que isso, o controlador possui elevada resolução de movimentos, servindo para nos movermos em ambientes VR, apontar, desenhar, mirar.

Entretanto, através da nossa excelente experiência com o Alcatel Idol 4S, pudemos perceber que existem já bastantes conteúdos interessantes para realidade virtual. A Google foi ainda mais longe e mobilizou toda a sua influência e estrutura para criar perto 50 experiências para o Daydream VR, desde experiências de exploração, até jogos, que já ultrapassam os 30. Serviços como o Google Street View, YouTube, Netflix ou Jaunt, são já compatíveis com a tecnologia.

Se a realidade virtual é um interesse para si, pode deixar de esperar e passar à acção.

Assistente Google

google-assistantHá algo de muito especial nos Google Pixel e Google Pixel XL, igualmente no Google Home, e isso é a inteligência artificial. Podemos esquecer o Google Now. O (ou a) Assistente Google, será exclusivo (para já, pelo menos) dos Google Pixel e trata-se de inteligência artificial evolutiva.

A Google só quer parar isto quando a Assistente Google chegar a níveis humanos de inteligência (o que pode demorar algum tempo), mas até lá, o novo assistente é o mordomo que nunca tivemos dinheiro para sustentar. Um mix de Google Now com Bot, o Assistente Google interage connosco com naturalidade e de modo conversacional. Naqueles dias em que estamos francamente atrasados para o trabalho e todo o tempo conta, podemos perguntar de modo natural que tempo faz lá fora, que tempo fará na cidade para onde vamos, enquanto ditamos a lista de compras e pedimos o filme para o serão. O mesmo vale para agendarmos reuniões, procurarmos percursos ou locais de interesse.

E se as coisas aquecerem na viagem para o trabalho ou o companheiro de escritório teimar num significado de uma palavra, o Assistente Google não se limita a procurar significados como o Google Now, mas formula a resposta de modo natural.

Portanto, é todo um mundo de interacção com o nosso telemóvel e organização do quotidiano, com potencial para aqueles mais ocupados e com vidas movimentadas,

Tudo na nuvem, e em máxima resolução

Poderá ser algo que desaponte alguns, mas os Google Pixel não dispõem de ranhura para cartão SD. Não é a primeira vez que a Google faz isto, e tem o seu sentido, se pensarmos que o gigante tecnológico possui amplos serviços de armazenamento na nuvem.

E ao contrário do passo em falso da Microsoft, que encurtou o espaço disponível na OneDrive, a Google está a oferecer aos compradores dos Pixel e Pixel XL armazenamento ilimitado, em resolução completa, de imagens e vídeo (inclusivamente em 4K, o que coloca a salvo todas as nossas imagens de férias e vídeos de família que possamos tirar durante a vida útil do telemóvel. Isto torna amplamente irrelevante o espaço disponível nos dispositivos que, com um mínimo de 32GB, já é relativamente generoso para a instalação de apps.

A palavra gigabyte pode deixar de fazer parte do nosso vocabulário, quando nos perguntam quanto armazenamento temos ao nossos dispor.

Planos de pagamento e apoio 24/7

Há duas enormes inovações no modelo de negócios da Google, revelados a par dos Google Pixel e Pixel XL, e isso são os planos de pagamento faseado e o suporte disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Se anteriormente os aderentes ao Projecto Fi poderiam fasear os pagamentos dos seus Nexus, agora os pagamentos em prestações sem juros estão disponíveis para todos, com o período de pagamento a estender-se até durante 24 meses, atenuando o golpe na carteira.

Na eventualidade de algum problema com o dispositivo, o suporte Google estará disponível a qualquer momento por chat ou telefone. Se a isto juntarmos o plano de protecção disponível, que permite proteger o telemóvel contra quedas acidentais e inclusivamente comprar um de substituição a um preço amplamente reduzido, os Google Pixel e Pixel XL são dos dispositivos melhor protegidos do mercado.

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