A airfryer entrou nas cozinhas portuguesas e não saiu mais. É rápida, gasta menos energia que um forno tradicional e promete fritos sem óleo, difícil pedir melhor. Mas, como tudo, também tem senões. A boa notícia é que quase todos se resolvem com pequenos ajustes. Aqui ficam as cinco desvantagens da da Airfryer que vale a pena conheceres antes de a voltares a ligar.
As desvantagens da da Airfryer
1. Seca a carne magra num instante
O ar quente a alta velocidade é ótimo para dar crocância, mas é implacável com alimentos com pouca gordura. Peito de frango, lombo de porco ou bifes magros tendem a sair secos e “borrachudos”, porque a humidade evapora depressa. A solução passa por marinar ou pôr a carne em salmoura durante uma hora antes, ou dar-lhe uma leve pincelada de azeite. Já os alimentos panados aguentam-se melhor, porque a camada exterior funciona como isolante e nunca deites água ou líquidos diretamente no aparelho.

2. O peixe (e a sardinha) merecem um cuidado extra
Esta é a que mais gente desconhece. Um estudo publicado no Journal of Food Science testou sardinha na airfryer e concluiu que o método aumentou bastante os chamados produtos de oxidação do colesterol (COPs), associados a doenças cardiovasculares, e reduziu os ácidos gordos saudáveis do peixe. Não é motivo para deixares de usar a airfryer com peixe, mas há um truque simples: os investigadores descobriram que juntar ervas aromáticas frescas, como salsa e cebolinho, reduz significativamente esses compostos (a salsa chegou a cortar os COPs em cerca de 75%). Ou seja, além de saber melhor, a salsa também te protege.

3. PFAS e revestimentos antiaderentes
Muitos cestos são metálicos com revestimento antiaderente, que pode conter PFAS, os chamados “químicos eternos”. A temperaturas muito elevadas, ou quando o revestimento está riscado e danificado, há o risco de pequenas partículas passarem para a comida. A maioria dos aparelhos tem proteções contra isto, mas convém estares atento ao estado do cesto e substituí-lo quando começar a descascar. Se quiseres evitar o tema por completo, já existem modelos com cestos de vidro ou sem revestimentos com PFAS.
4. Queima com facilidade (mesmo depois de desligada)
O cesto e, sobretudo, a zona da ventoinha na parte de trás podem chegar perto dos 260 °C e mantêm o calor durante bastante tempo. A parte de fora do cesto também aquece e pode demorar até uma hora a arrefecer. Usa sempre as pegas e tira a comida com uma pinça ou colher, nunca com os dedos. Regra prática: trata a airfryer como um forno, não como um micro-ondas.

5. Capacidade pequena para o espaço que ocupa
O tamanho reduzido é uma vantagem, aquece e cozinha depressa, mas também um limite. Para uma pessoa sozinha é perfeita; para uma família grande, dificilmente cozinhas tudo de uma vez, e ainda por cima ocupa uma boa fatia da bancada. Há modelos que combinam airfryer e mini-forno, com mais capacidade, mas costumam não ser tão eficazes como cada aparelho em separado.
No fim, nenhuma destas desvantagens é motivo para arrumares a airfryer no armário. São sobretudo cuidados a ter e, no caso do peixe, uma boa desculpa para nunca te esqueceres da salsa.







