Deslocações de carro podem estar a provocar cancro às pessoas

As deslocações para o trabalho ou para a escola de carro podem estar a provocar cancro às pessoas. Isto é realmente um assunto grave como revela um novo estudo. O problema está especificamente num componente que está no automóvel e mais concretamente nos bancos.

Deslocações de carro podem estar a provocar cancro às pessoas

Este trabalho de investigação centra-se nos retardadores de chamas. Assim são adicionados à espuma dos bancos dos automóveis. É uma norma que se tem mantido inalterada desde a sua introdução em 1971. Durante esse período, vários testes científicos associaram os produtos químicos presentes nos retardadores de chama a efeitos secundários cancerígenos decorrentes da exposição.

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Como parte da investigação mais recente, a equipa estudou carros montados depois de 2015 e analisou-os durante as estações de verão e de inverno para estudar a presença de químicos retardadores de chama no ar do habitáculo, e também confirmou a sua origem. A equipa encontrou fosfato de tris(1-cloro-isopropilo) (TCIPP) – um composto que se enquadra na classe de retardadores de fogo dos ésteres de organofosforados (OPEs) – em 99% dos veículos que analisou.

Quanto a esta substância é de salientar que, por exemplo, o Programa Nacional de Toxicologia dos EUA o classificou como potencialmente cancerígeno após ter encontrado provas de crescimento cancerígeno em ratos expostos ao TCIPP.

Para além de analisar o ar da cabina, a equipa também recolheu amostras de espuma dos assentos dos automóveis e descobriu que esta era a fonte destes químicos nocivos.

A investigação também revelou a presença de outros compostos perigosos, como o fosfato de tris (1,3-dicloro-2-propilo) (TDCIPP) e o fosfato de tris (2-cloroetilo) (TCEP).

A espuma dos bancos dos automóveis parece libertar estes químicos no ar que circula no habitáculo do automóvel. Mas não é o único ponto de origem! Mesmo que a espuma dos bancos não contivesse este químico, este foi detectado nas amostras de silicone no interior do automóvel. Embora a níveis significativamente mais baixos. De acordo com o documento de investigação, outras fontes potenciais no automóvel poderiam ser elementos como os apoios de cabeça, o tecido do teto e o estofo, todos eles podendo conter espuma tratada com químicos retardadores de fogo.

Uma observação sobre a exposição a produtos químicos foi a correlação com a temperatura. Quanto mais alta a temperatura, maior a difusão desses produtos químicos nocivos no ar da cabine. A existência de TCIPP na espuma resultou em concentrações no ar quatro vezes mais elevadas no inverno. Cerca de nove vezes mais elevadas no verão, indicando que os retardadores de chama utilizados nos interiores dos veículos contribuem para uma maior exposição ao OPE durante o tempo mais quente.

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O caminho a seguir

Entretanto a equipa de investigação sugere que, ao gerir a temperatura do habitáculo do seu veículo e ao estacionar numa garagem ou numa área com sombra, em vez de sob a luz direta do sol, os proprietários de automóveis podem baixar a temperatura do habitáculo e diminuir o nível de retardadores de chama libertados para o ar. Mas essa não é uma solução eficaz.

A mudança tem de vir sob a forma de uma atualização da política de toda a indústria.

A única forma segura de reduzir drasticamente a exposição seria não adicionar retardadores de chama.

Mais informações sobre o estudo podem ser encontradas aqui.

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Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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