Porque é que as gasolineiras descem valores diferentes se o combustível vem do mesmo sítio? Esta é uma dúvida completamente legítima, porque além do facto de cada posto ter os seus próprios preços base, a verdade é que as subidas e descidas também não são iguais para todos.
Ou seja, arrancámos a semana com a notícia de uma muito necessária descida nos preços dos combustíveis em Portugal. Uma descida que deveria andar à volta dos 12 ou 13 cêntimos por litro, mas que rapidamente levou uma “cacetada” com a diminuição do desconto do ISP, o que deveria fazer com que os preços sofressem uma queda de mais ou menos 10 cêntimos.
Mas, a BP desceu a gasolina em 10 cêntimos e o gasóleo em 9 cêntimos, a Repsol tirou 10 cêntimos na gasolina e 8,5 no gasóleo, isto enquanto a Galp ficou-se pelos 9 cêntimos na gasolina e 8,2 no gasóleo.
Porque é que cada marca aplica a descida que lhe apetece?

Portanto, se a matéria-prima é rigorosamente a mesma, se o crude baixa nos mercados internacionais e a refinaria é a mesma para quase todos… Como é que é possível termos variações de descida diferentes entre marcas no próprio dia?
As margens mudam conforme a cor do posto!
A explicação oficial passa sempre pelas “dinâmicas de mercado”, pelas receitas próprias de aditivos ou pelos custos de logística de cada distribuidora.
Mas, no fim do dia, o combustível que entra nos camiões-cisterna em Sines é rigorosamente o mesmo para a Galp, para a BP ou para o posto do supermercado.
Os aditivos valem isso tudo? Provavelmente não. A verdade nua e crua é que estas diferenças nas descidas mostram apenas o jogo de margens de lucro que cada petrolífera decide gerir a cada semana. Ou seja, quando é para subir, sobem quase todas em bloco e ao cêntimo. Mas, quando é para descer, começa o jogo do “quanto é que posso reter da descida sem que o cliente repare”.
Podes ver as mexidas de preços aqui.







