Compraste uma smart TV, ligaste-a e ficaste com a sensação de que a imagem podia ser melhor? Ou reparaste que os filmes ficaram com aquele ar estranho, “demasiado suave”, como uma telenovela? A boa notícia é que muitos dos problemas das TVs de hoje vêm de definições que estão ligadas de fábrica e que podes desativar em segundos, de graça. Aqui ficam quatro que valem mesmo a pena desligar.
1. O modo de poupança de energia (para uma imagem mais brilhante)
Quase todas as smart TVs vêm com poupança de energia ativada por defeito. A intenção é boa, gastar menos luz, mas o efeito colateral é que baixam o brilho e deixam a imagem mais apagada do que devia.

Se desligares estas opções, notas logo uma imagem muito mais brilhante e viva. Procura no menu por nomes como “Poupança de energia”, “Eco”, “Modo económico” ou “poupança de energia do painel” (na LG costuma ser o Energy Saving Step; na Samsung, opções de poupança de energia nas definições gerais). O único senão é que a fatura sobe uns cêntimos mas o ganho na imagem compensa.
2. O reconhecimento de conteúdos ACR (para proteger a tua privacidade)
Esta é a mais importante em termos de privacidade, e quase ninguém sabe que existe. A maioria das smart TVs traz uma tecnologia chamada ACR (Reconhecimento Automático de Conteúdos), ativada por defeito, que identifica tudo o que vês, nas apps da TV e até em aparelhos ligados por HDMI e usa esses dados para recomendações e publicidade dirigida.

Ou seja, a tua TV anda a registar o que vês para te mostrar anúncios. Se preferires evitar isso, desliga-a. Os nomes mudam conforme a marca: na LG chama-se “Live Plus”; na Samsung, “Serviços de Informação de Visualização”; noutras marcas, procura opções como “usar informação das entradas de TV”. Desligar não afeta nada do que vês, só corta a recolha de dados.
3. A suavização de movimento (adeus “efeito novela”)
Aquele ar artificial e estranho que faz os filmes parecerem baratos, como uma telenovela, tem nome: suavização de movimento. A TV inventa fotogramas “falsos” entre os reais para tornar o movimento mais fluido mas o resultado é que estraga o aspeto cinematográfico de filmes e séries.
É das definições mais detestadas, e felizmente é fácil de desligar. Está nas definições de imagem, com nomes como “TruMotion” (LG), “Auto Motion Plus” (Samsung), “Motion Clarity” ou semelhantes. Dica extra: se puseres a TV no “Modo Filmmaker” (Filmmaker Mode), ele desativa a suavização automaticamente quando vês filmes — foi feito precisamente para os mostrar como o realizador quis.
4. O Wi-Fi (se não usas as apps da própria TV)
Esta é a mais radical e tem uma condição importante, por isso lê até ao fim. Se não usas as aplicações de streaming da própria TV (porque vês tudo através de uma box, PlayStation, Fire Stick ou Apple TV), então podes simplesmente desligar o Wi-Fi da televisão.

A vantagem que notas logo: acabam os anúncios e as “recomendações” no ecrã inicial. A TV deixa de parecer um outdoor publicitário e volta a ser… uma TV. Sem ligação à internet, também não há recolha de dados nem atualizações a mexer nas definições.
O aviso importante: isto só faz sentido se usas um aparelho externo para o streaming. Se vês Netflix, Disney+ ou RTP Play diretamente nas apps da TV, precisas do Wi-Fi, nesse caso, salta esta dica e fica-te pelas três anteriores.
Cinco minutos que valem a pena
Nenhuma destas mudanças custa dinheiro nem exige conhecimentos técnicos é tudo no menu de definições. Em poucos minutos, ganhas uma imagem melhor, mais privacidade e menos publicidade indesejada. Vale bem a pena dar uma volta às definições da tua TV este fim de semana.








