A DIGI já está em Portugal há mais de 12 meses, e a promessa foi sempre a mesma. Oferecer mais concorrência, preços super agressivos, o que por sua vez trouxe um abanão num mercado que estava demasiado confortável e facilmente dominado por 3 gigantes.
O problema é que, quando se entra a matar no preço, há um teste que aparece logo a seguir. Instalações, portabilidades, rede a funcionar e apoio ao cliente quando algo corre mal.
E, segundo a Deco, é precisamente aí que a DIGI está a falhar.
Deco alerta para falhas graves na DIGI. E agora?

Portanto, a associação de defesa do consumidor diz estar a receber um volume relevante de reclamações, com problemas que vão desde a instalação até ao cancelamento, passando por portabilidade e faturação. Ou seja, não estamos a falar de um “caso isolado” aqui e ali.
Por vezes, a marcação não é feita e o consumidor fica a olhar para o calendário
Isto porque, uma das queixas mais comuns, segundo a Deco, passa por informações imprecisas sobre a instalação. Isto é um problema maior do que parece, porque há muita gente a reorganizar a vida à volta do dia em que “vai ficar tudo ativo”. Nos dias que correm, a Internet é essencial para o nosso dia-a-dia. Ficar no limbo não deveria ser possível em 2026.
Se a instalação atrasa, ou se afinal “não era bem assim”, tens clientes que ficam dias, ou semanas, a navegar no improviso, muitas vezes sem serviço fixo e com o móvel a sofrer.
O apoio ao cliente é o muro contra o qual toda a gente bate
Outro ponto repetido é o atendimento. Longos tempos de espera, dificuldade em obter respostas claras, experiência fraca em loja e por telefone.
Curiosamente, a parte mais interessante é que isto nem é negado. O próprio CEO da Digi Communications, Serghei Bulgac, já tinha admitido em 2025 que era preciso “paciência” com o call center e que a empresa estava a tentar melhorar.
O problema é que “paciência” não resolve quando alguém está sem rede, sem internet, ou com uma cobrança errada.
Portabilidade a falhar e clientes sem comunicações
Aqui é onde a coisa começa a ficar feia.
A Deco refere incumprimentos de prazos legais na portabilidade, com casos em que o processo acaba por resultar em interrupção total do serviço. Também há queixas de cartões de telemóvel que ficam inutilizáveis por falta de rede, deixando pessoas sem comunicações móveis durante períodos prolongados.
Cancelar também não é simples
A Deco aponta ainda dificuldades no cancelamento de contratos, com demoras e falta de informação clara sobre o estado dos pedidos. A adesão é quase sempre rápida. O cancelamento é que pode ser uma maratona.
Conclusão
A DIGI continua a crescer, e como tal, continua a sofrer com algumas dores consequência direta desse mesmo crescimento.
Dito isto, a entrada da DIGI é importante para o mercado português. A concorrência faz falta, mesmo muita falta. Porém, preço baixo não pode ser desculpa para serviço instável. Portabilidades problemáticas e apoio ao cliente que não dá resposta quando o cliente precisa.
A Deco pede melhorias urgentes, e faz bem. Porque, se isto não for tratado já, a DIGI arrisca-se a perder o efeito mais valioso que podia trazer para Portugal.

