Enquanto o mercado ainda tenta recuperar do soco no estômago que é a atual crise das memórias DRAM, os gigantes do setor já estão a olhar para o que vem a seguir. Ou seja, a Samsung, SK Hynix e Micron já deram o tiro de partida para o desenvolvimento da DDR6, com o objetivo de lançar os primeiros módulos entre 2028 e 2029.
Como sempre, a tecnologia não para, mas o teu bolso vai sentir o impacto desta evolução.
Velocidades que deixam a DDR5 a comer pó!

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Se achavas que a DDR5 era rápida, prepara-te. A nova memória DDR6 promete mudanças arquiteturais profundas.
Estamos a falar de velocidades base que começam nos 8.800 MT/s e podem chegar aos 17.600 MT/s. Isto é, basicamente, o dobro do que a DDR5 oferece atualmente. E para os entusiastas do overclock? Bem, espera-se que os módulos mais extremos consigam atingir os 21.000 MT/s.
Para além da velocidade bruta, a DDR6 vai apostar numa arquitetura de quatro subcanais de 24 bits. Em termos práticos, isto significa um processamento paralelo muito mais eficiente, melhorando o fluxo de dados e a largura de banda. É o hardware a adaptar-se à exigência brutal das novas aplicações e, claro, da inteligência artificial.
O formato CAMM2 e o futuro dos portáteis?
Outra grande novidade que ganha força com a DDR6 é o formato CAMM2.
Este novo design de módulos é visto como o sucessor ideal para os tradicionais pentes que usamos hoje em dia, especialmente nos portáteis. O objetivo é entregar mais performance e maior capacidade num espaço muito mais reduzido e eficiente.
A fatura: Quando e por quanto?
Agora, a parte que ninguém gosta de ouvir. A DDR6 vai estrear-se primeiro nos servidores e centros de dados, onde o dinheiro não é problema e a necessidade de performance justifica o investimento. Para o utilizador comum, os primeiros módulos não devem aparecer antes do final de 2028, sendo 2029 uma data muito mais realista para o mercado de consumo.
Por isso, ainda temos muito que esperar, e ainda bem. Se o mercado se focar na nova geração, porque a IA vai querer e agradecer a performance extra, pode ser que as coisas melhorem no lado do consumo. Mas… Isto é de facto um grande “mas”. Afinal de contas, se a coisa compensa, toda a produção vai obviamente também ficar focada na nova RAM DDR6.




