Parece uma partida de Carnaval ou uma notícia de um site de humor, mas a verdade é que estamos perante um avanço científico real. Investigadores da Universidade de Maryland decidiram que o pulso não era o único sítio onde podias ter tecnologia útil. Por conseguinte, criaram um sensor que se adapta à tua roupa interior para monitorizar algo que todos fazemos, mas de que raramente falamos: a libertação de gases. Mas que sentido fazem umas cuecas que medem gases?
Cuecas que medem gases. Porquê?
Embora o conceito possa parecer engraçado à primeira vista, existe um motivo de saúde muito sério por trás desta invenção. Atualmente, os médicos têm grandes dificuldades em diagnosticar problemas intestinais de forma precisa. No entanto, com este novo sensor, torna-se possível medir o hidrogénio libertado diretamente pela tua pele e pela flatulência.
Desta forma, os cientistas conseguem perceber como é que o teu microbioma está a reagir ao que comes. Além disso, este sistema oferece dados muito mais fiáveis do que as perguntas desconfortáveis no consultório médico, onde a maioria das pessoas tende a subestimar a frequência dos seus gases.

Os factos surpreendentes que as cuecas revelaram
Durante os testes realizados, os investigadores chegaram a conclusões que deitam por terra muitos mitos. Se achavas que eras uma pessoa fora do normal, prepara-te para estes dados:
A média real: Um adulto saudável liberta gases cerca de 32 vezes por dia, o que é o dobro do que as teorias antigas sugeriam.
Variação extrema: Houve participantes a registar apenas 4 vezes, enquanto outros chegaram às 59 vezes diárias.
Monitorização noturna: O sensor provou que libertamos uma grande quantidade de gases enquanto dormimos, algo que seria impossível de contabilizar manualmente.
Como é que isto funciona na prática?
Ao contrário do que possas imaginar, não tens de usar umas cuecas eletrónicas pesadas e desconfortáveis. O sistema consiste num sensor minúsculo que se prende discretamente ao tecido. Por outro lado, o seu funcionamento é comparado ao de um monitor de glicose contínuo, mas focado na fermentação intestinal.
Por exemplo, se comeres algo rico em fibra, o sensor deteta imediatamente o aumento da produção de hidrogénio com uma precisão superior a 94%. Em suma, isto permite-te saber exatamente que alimentos o teu corpo processa bem e quais os que te causam desconforto.
O que vem a seguir para esta tecnologia?
O objetivo final não é apenas medir gases, mas sim criar um mapa global da saúde intestinal. Através do projeto chamado Human Flatus Atlas, os cientistas querem definir o que é realmente normal para que, no futuro, possas usar estes dados para prevenir doenças digestivas graves.
Portanto, da próxima vez que vires alguém a falar de wearables, lembra-te que o futuro pode estar escondido onde menos esperas.







