Todos temos o nosso supermercado do coração, aquele onde fazemos as compras da semana quase em piloto automático. Mas quando se olha para o país inteiro, quem é que está mesmo a ganhar a guerra do retalho alimentar? Os números do primeiro semestre de supermercados em 2026 já saíram e há movimentações interessantes no topo.
O Continente continua no comando
Sem grandes surpresas na liderança: o Continente, do grupo Sonae, mantém-se no primeiro lugar do mercado alimentar português, com uma quota de 27,6%. Continua a ser a cadeia com mais peso nas compras dos portugueses e a referência que os rivais tentam alcançar.

Mas manter o trono não significa estar descansado, porque quem vem logo a seguir está a apertar o passo.
O Pingo Doce está a encurtar a distância
A grande história do semestre é esta: o Pingo Doce, do grupo Jerónimo Martins, chegou aos 22,3% de quota e aproximou-se da liderança, reduzindo a distância para o Continente em cerca de 1,2 pontos percentuais.
Pode parecer pouco, mas em quota de mercado é um salto assinalável. Juntas, estas duas cadeias representam agora exatamente metade de todo o mercado alimentar em Portugal, ou seja, uma em cada duas compras acaba num Continente ou num Pingo Doce.
O LIDL reforça o pódio e afasta o Mercadona
No terceiro lugar, o LIDL não só se manteve como reforçou a posição, aumentando ainda a distância para o Mercadona, a cadeia espanhola que entrou em Portugal com grandes ambições. A batalha pelo pódio, para já, tem dono, e é alemão.

Este reforço do LIDL explica-se em boa parte por aquilo que já conheces: os folhetos semanais recheados de promoções, os “achados” de bazar que esgotam em dias e uma marca própria cada vez mais forte. É uma receita que continua a puxar clientes.
O que isto significa para o teu bolso
Podes estar a pensar: “e o que é que eu tenho a ver com quotas de mercado?” Mais do que imaginas. Quanto mais renhida está a competição entre cadeias, melhor tende a ser para quem faz as compras porque a forma de conquistar clientes é, precisamente, à base de preços mais baixos, cartões de fidelização, cupões e promoções agressivas.
Ou seja, esta guerra de gigantes joga-se toda no mesmo campo: o teu carrinho de compras. E, num momento em que cada euro conta no orçamento familiar, essa disputa acaba por ser uma boa notícia para o consumidor, que tem cada vez mais razões para comparar antes de decidir onde gasta o dinheiro.
Os dados são da Worldpanel by Numerator e retratam o primeiro semestre de 2026, por isso o cenário pode ainda mexer até ao fim do ano, sobretudo com a época de Natal, sempre decisiva para o retalho.
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