Muitos achavam que as consolas portáteis tinham os dias contados, com vários especialistas a apontar para o smartphone como a verdadeira consola do futuro. Afinal de contas, é um aparelho que está no bolso de milhões de utilizadores todos os dias.
Mas, a verdade é que o mercado das consolas portáteis mudou por completo nos últimos anos.
Ou seja, aquilo que começou com a aposta corajosa da Valve com o Steam Deck transformou-se numa autêntica corrida ao ouro, com marcas como a ASUS, a Lenovo e tantas outras a lançar aparelhos cada vez mais potentes. Isto com a AMD a apostar cada vez mais no lado do design do SoC.
Pois bem, parece que a AMD percebeu que tem de ir um bocadinho mais além. Ou seja, que as consolas portáteis precisam de uma atenção especial. Por isso, o futuro Ryzen Z3 promete ser um verdadeiro ponto de viragem para este segmento.
Um chip desenhado a pensar nas consolas, e não nos portáteis!

Segundo uma fuga de informação recente avançada pelo conhecido leaker @Gotou_kai3, a próxima geração da série Z não será apenas uma adaptação direta da gama de portáteis convencionais (conhecida pelo nome de código Medusa Point).
Mais concretamente, partilha a mesma base tecnológica, é verdade, mas vai trazer uma configuração feita à medida para máquinas de formato reduzido.
O que sabemos até ao momento sobre o novo SoC:
- Arquitetura Zen 6 com núcleos mistos: O relatório aponta para uma configuração híbrida, combinando quatro núcleos Zen 6 de alto desempenho com dois núcleos de baixo consumo focados em poupar bateria quando o jogo não exige tanta força bruta.
- Gráficos RDNA 4m: A parte gráfica integrada deverá contar com 12 Unidades de Computação (CUs). Na prática, e apesar do nome “RDNA 4m”, a arquitetura técnica é uma evolução direta daquilo que conhecemos como RDNA 3.5+, uma vez que a arquitetura RDNA 4 pura está guardada para as placas gráficas dedicadas de desktop.
- Tamanho muito mais compacto: O chip vai utilizar o novo encapsulamento FF6 da AMD, com apenas 25 x 25 mm. Isto é significativamente mais pequeno do que o formato FP8 utilizado nos atuais chips Strix Point, permitindo aos fabricantes criar consolas mais finas, leves e com baterias maiores no espaço que sobra.
Ryzen Z3 vs Ryzen Z3 Extreme: O foco nos consumos!
Outro detalhe muito interessante que surge nestas informações diz respeito aos perfis de energia. A AMD parece estar a planear duas abordagens distintas para responder a públicos diferentes.
O Ryzen Z3 base deverá ser otimizado para um consumo de 15W, o que é perfeito para quem procura uma consola focada em autonomia, silêncio e menor aquecimento nas mãos. Já o modelo mais potente, o Ryzen Z3 Extreme, deverá apontar para os 25W, pensado para empurrar resoluções mais altas e maiores taxas de fotogramas sem medo de gastar bateria mais depressa.
Ainda não é certo se ambas as versões vão partilhar a mesma quantidade de unidades de processamento gráfico, mas a separação clara entre eficiência e performance máxima é exatamente o caminho certo.
O que é que isto significa para quem quer jogar em qualquer lugar?

Como sempre acontece com este tipo de fugas de informação com alguma antecedência, convém ter alguma cautela com os números exatos de núcleos e velocidades, até porque os projetos podem sofrer pequenos ajustes até entrarem na linha de produção em massa.
Ainda assim, a direção é evidente! A AMD já não olha para as consolas portáteis como uma experiência passageira ou um nicho sem relevância. Ao criar um formato mais pequeno e com consumo mais inteligente. Abre caminho a uma nova geração de aparelhos capazes de oferecer gráficos muito respeitáveis. Sem te obrigar a viver colado à tomada da parede ao fim de 45 minutos de jogo.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Costumas jogar em consolas portáteis como o Steam Deck ou a ROG Ally? Achas que a evolução deste novo Ryzen Z3 vai resolver o problema crónico da autonomia? Ou preferes esperar para ver o que a concorrência tem para mostrar?








