Conheça a Coolpad, a mais recente marca a apostar em Portugal


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Portugal pode ser um país pequeno, mas é claramente um mercado atraente para muitas marcas. Os Portugueses são ávidos consumidores de tecnologia e é para um mercado altamente concorrencial que a Coolpad traz as suas apostas, certa de que pode jogar fortes cartadas nos segmentos mais conscientes da relação preço-qualidade. A sua entrada no mercado nacional deu-se ainda em Maio, com novos anúncios quase de imediato e anúncios quase certos em breve.

Introdução à Coolpad

A Coolpad não é uma marca inexperiente. No mercado Chinês, todos os dias nasce um smartphone novo, mas a concorrência feroz significa que só as marcas mais astutas conseguem sobreviver, expandir-se, e sair das fronteiras. A Coolpad começa a afirmar-se como uma dessas raras marcas e, embora possamos não a ver como tal, começa já a ser um player a nível mundial, com uma quota de mercado de 3,2%, lado a lado com a emblemática Alcatel, e à frente de ícones como Sony ou Motorola.

A seu favor, joga um longo historial de concepção de dispositivos para marcas de renome, da Vodafone ou Panasonic, e o poderio da LeEco, um conglomerado que será dos maiores fornecedores de conteúdos na China. O nome LeEco não nos será estranho, já que tem sob a sua alçada os LeTV, que parecem ser as apostas de gama superior da casa-mãe.

Mas não podemos negligenciar que a marca já passou aquela barreira de difícil transposição para algumas ODM compatriotas: a certificação e o registo de patentes. O desafio é enorme, na hora de transpor as práticas domésticas Chinesas para o panorama internacional onde as guerras de patentes são constantes. O único meio de defesa é um portefólio de patentes apreciável, e a Coolpad detém, mais de 6000 patentes. Para colocarmos as coisas em perspectiva, a Xiaomi adquiriu recentemente 1,500 patentes à Microsoft para poder proteger-se judicialmente na sua expansão para os EUA.

As apostas da Coolpad para o mercado Português

Podemos portanto perceber que a Coolpad chega ao mercado nacional com uma mentalidade ocidental já enraizada, fruto de alguns anos de colaboração com as maiores cadeias de distribuição, face a inúmeras congéneres que se mantêm nos canais online e no Grey Market.

É por causa desta postura que a Coolpad entra no mercado nacional com um total de 5 smartphones, todos eles recentes e lançados em 2016, ou na segunda metade de 2015, mostrando o seu comprometimento em começar cautelosamente, mas sem concessões na qualidade ou modernidade.

  • Coolpad Porto S
Por €119 o Coolpad Porto S oferece um ecrã HD e conectividade 4G LTE.
Por €139 o Coolpad Porto S oferece um ecrã HD e conectividade 4G LTE.

O modelo mais simpático do ponto de vista do preço é o Coolpad Porto S. Com um valor de €139, o Coolpad Porto S não é apenas barato. A Coolpad exibe a sua espessura de apenas 7,6mm face à concorrência directa, como o Huawei Y6 ou o Alcatel Pop 4. A bateria são apenas 2000mAh, mas não devemos ter grandes problemas em a manter acordada, com um ecrã de 5 polegadas e resolução HD, muito meritório por este preço. Mérito seja dado à Coolpad, a cidade Invicta não é nome apenas para o mercado nacional.

Um processador MediaTek MT6735P quad-core com Mali-T720 e 1GB de RAM mostram claramente o seu apelo budget, tal como a o armazenamento interno de 8GB e a câmara principal de 8MP. Por este preço, não nos podemos queixar: é um smartphone quase descartável que oferece tecnologia LTE a uma faixa de mercado de orçamento apertado que poderia de outro modo gastar o mesmo por dispositivos muito inferiores.

  • Coolpad Modena

Segue-se o Coolpad Modena, e se a cidade Italiana invoca velocidade e performance, o Modena não é – de todo – um cavalinho rampante. O processador é mais poderoso, um Snapdragon 410 com Adreno 306, mas mantêm-se os 1GB de RAM e 8GB de ROM. Claro que se trata de memória expansível, mas ligeiramente, até 32GB.

O ecrã é maior, com 5.5 polegadas e afirma-se como um phablet de valor extremamente apetecível. Os 169€ que pede são interessantes, ainda que o ecrã tenha apenas resolução 540×960 pixéis. A bateria é ligeiramente maior, com 2500mAh.

Se o tamanho de ecrã é importante, o Modena será certamente uma hipótese a levar em consideração abaixo de €200 onde as alternativas não são suficientes.

  • Coolpad Torino S

Com o Coolpad Torino S, voltamos à velocidade Italiana e o dispositivo tem definitivamente mais charme, com alguns apontamentos estilísticos interessantes, como o anel em torno da lente e, claro, o sensor de impressões digitais 360º. Não deverá ser tão eficaz quanto a maravilha que encontramos em dispositivos como o Huawei P9, mas quantos dispositivos de €219 possuem sensor de impressões digitais?

É isso: praticamente nenhum.

Justamente, o sensor é multifunções, servindo para gravar chamadas, capturar fotografias, aceder a apps rapidamente e, claro, fazer pagamentos contactless. Em troca, o ecrã é algo contido, com modestos 4,7 polegadas, mas como tem resolução HD, deverá ser bastante nítido.

De resto, voltamos a encontrar o Snapdragon 410 com 1GB de RAM e 8GB de ROM expansível por microSD, tal como as nossas já conhecidas câmaras de 8MP e 2MP. Mas – surpresa das surpresas – o Coolpad Torino S apresenta ainda o unicórnio dos smartphones: um emissor de infra-vermelhos cujo poder é inestimável para controlar a electrónica cá em casa. Tudo junto, um dispositivo muito, muito interessante.

  • Coolpad Torino
Ainda económico, o Coolpad Torino tem bastantes características raras nesta gama de preço.
Ainda económico, o Coolpad Torino tem bastantes características raras nesta gama de preço.

Se o Torino S é claramente um FIAT, o Torino apresentado no evento é o Alfa Romeo. Entramos definitivamente na gama média, mas não são os €269 a dizê-lo. Pelo contrário, é um design mais refinado com vidro 2.5D e chassis em alumínio. São mais €50 face ao Coolpad Torino S, mas traduzem-se num dispositivo que é todo um outro mundo.

O ecrã de 5.5 polegadas tem resolução HD, e por dentro encontramos um Snapdragon 415 octa-core a 1,4GHz. É um octa-core modesto, mas ainda assim o rei dos octa-cores de entrada de gama, com quatro núcleos A53 e capacidade LTE e Quick Charge. Acoplados, temos 3GB de RAM e 16GB de ROM, expansíveis até 32GB com microSD. Não percebemos bem a insistência da Coolpad neste limite e esperemos que mudem de ideias.

As câmaras levam um grande impulso, com 13MP atrás e 5Mp à frente, sem esquecer o sensor de impressões digitais na traseira. Apontamento interessante é a opção por teclas capacitativas na base do ecrã, que libertam uma boa porção do ecrã útil das teclas virtuais que geralmente encontramos aí.

A Coolpad destaca ainda o “Space”, uma implementação da gestão de perfis que encripta os nossos dados e permite criar perfis públicos para convidados sem comprometer os nossos dados privados.

  • Coolpad Max

E eis-nos chegados ao rei do evento, o Coolpad Max (A8). Não pensem num ecrã gigante. São apenas 5.5 polegadas, mas com resolução FHD, com a concha integralmente em metal, fabricado através de CNC com anodização e jateamento abrasivo para deixar a superfície texturizada. O vidro 2.5D que protege o ecrã é Gorilla Glass 4, curiosamente uma raridade ainda em muitos dispositivos mais caros que se ficam pelo GG3.

Não pode faltar o modelo de prestígio, com corpo de metal, processador potente e ecrã FHD: o Coolpad Max.
Não pode faltar o modelo de prestígio, com corpo de metal, processador potente e ecrã FHD: o Coolpad Max.

É claramente um dispositivo muito forte e com design de prestígio que passa para os €399, mostrando que a Coolpad não quer jogar simplesmente a cartada do barato e bom. Pelo contrário, o Coolpad Max parece oferecer excelente relação qualidade-preço e aspirar a ser um produto de prestígio. O processador Snapdragon 617 é o mesmo que equipa o HTC One A9, o Lenovo Moto G4, ou o nosso favorito Alcatel Idol 4, e traz 4GB de RAM e 64GB de ROM.

As câmaras são um forte aposta, com a principal a oferecer 13MP, mas com foco foco por detecção de fases e tecnologia ISOCELL da Samsung, uma arquitectura que se destina a isolar melhor os pixéis individuais para impedir a contaminação por pixéis adjacentes. A câmara possui igualmente aquilo que a Coolpad chama de “micro foco”, que chamaríamos macro, e que permite focagem a distâncias tão curtas quanto 3cm.

Conclusão

A entrada da Coolpad no mercado nacional tem a capacidade para agitar um pouco as águas, com um verdadeiro assalto em todas as frentes. Coolpad Porto S e Modena têm um potencial democratizante, sendo dos dispositivos mais baratos no mercado nacional com tecnologia 4G LTE, enquanto que o Torino começa a ser realmente interessante. Modesto que seja, é difícil pensarmos em muitas alternativas nesta gama de preço que tragam as mesmas características, principalmente o sensor de impressões digitais. De todos, diríamos que o Torino é o mais extraordinário, do ponto de vista do que oferece, face ao que pede.

Claro que depois temos o Coolpad Max e, em tom champanhe, parece ficar bem em qualquer bolso que se queira mais selecto. O dispositivo pede um preço já relativamente alto onde a competição será feroz, mas a Coolpad justifica-o com algumas tecnologias interessantes a bordo.

Onde a Coolpad realmente terá de apostar para fazer a diferença é no apoio ao cliente e serviço pós-venda. Aqui é algo prematuro entrar em conjecturas, mas a postura da marca parece ser precisamente de criar a estrutura correcta para fazer deste um dos pilares do seu jogo no mercado nacional, pelo que estamos confiantes que será um nome a reter a longo prazo. Outras marcas têm uma abordagem mais “vender e largar”, pelo que a atitude da Coolpad é bastante refrescante.

No papel, este parece ser um início auspicioso para a marca, mas o nosso julgamento final virá quando tivermos os dispositivos em mão para benefício dos nossos leitores.

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