O barril de petróleo está a 76.90 dólares nos mercados internacionais. Um valor bastante mais baixo face aos quase 115 dólares na altura mais impactante da guerra. Dito tudo isto, tendo em conta que houve um aumento de 8% nos últimos dias, os combustíveis vão mesmo aumentar, e não vai ser pouco.
É esperado que o gasóleo aumente 7 cêntimos por litro, isto enquanto a gasolina aumenta 3 cêntimos. São números muito estranhos, quando o barril de petróleo continua num valor “normal”, e até bastante estável. Mas, estamos a chegar a um ponto em que o preço no posto de combustível está cada vez mais desassociado do valor da matéria prima nos mercados.
As coisas mudaram.
Confirmado. Combustíveis vão subir (muito) na segunda-feira!

Portanto, apesar de existir uma relação entre o preço do barril e o preço dos combustíveis, a realidade é que o mercado do crude, e o dos produtos refinados (gasolina e gasóleo) são distintos, e por isso podem ter lógicas diferentes.
Neste caso mais específico, os preços na bomba não têm baixado ao ritmo do crude porque existe atualmente um défice global na capacidade de refinação. Como seria de esperar, este problema deve-se diretamente ao impacto dos conflitos geopolíticos. Mais concretamente, as infraestruturas e refinarias têm sido severamente afetadas pela guerra no Médio Oriente (com os ataques mútuos no Golfo) e pelos ataques às refinarias na Rússia.
A juntar a tudo isto, a reposição da situação pré-guerra vai demorar meses. O que claro está, vai manter os custos dos produtos finais elevados. Isto mesmo que o petróleo desça para valores nunca antes vistos.
Em suma, é aguentar. Porque as coisas não vão melhorar nos próximos tempos.






