Ao que tudo indica, a PCCOOLER inventou o PC modular que fazia falta! – Coisa curiosa, porque se há formato de computador pelo qual nunca morri de amores, é o clássico All-in-One (tudo-em-um).
A ideia no papel até parece fantástica para quem quer uma secretária limpa, sem cabos espalhados e sem uma torre gigante a ocupar espaço no chão. Mas na prática? Quase sempre foi uma autêntica ratoeira para o consumidor.
O hardware inicial nunca é incrível (porque tem de ser compacto e aquecer pouco), e como tal fica obsoleto ao fim de três anos. Além de tudo isto, quando tal coisa acontecia, tinhas de deitar tudo fora, o que claro está, inclui um ecrã perfeitamente funcional. O inverso também acontecia. Ou seja, o ecrã avariava, e ficavas literalmente sem nada.
Pois bem, a CPS PCCOOLER, marca que a malta do hardware conhece muito bem pelas ventoinhas, dissipadores e caixas de computador, decidiu olhar para este problema crónico e apresentar uma solução tão simples quanto óbvia: um All-in-One verdadeiramente modular onde podes trocar tanto os componentes internos como o próprio monitor.
Fusion Core FC300-CS: O ecrã e o computador finalmente separados

Portanto, o segredo deste Fusion Core Series (FC300-CS) reside na forma inteligente como divide as duas metades do conjunto.
Ou seja, em vez de selar a placa-mãe dentro da carcaça do monitor com cola e parafusos proprietários, a marca desenhou uma unidade de Mini PC compacta que se acopla à traseira do suporte através de uma furação VESA padrão.
Isto significa duas coisas brutais para quem compra:
- O ecrã é substituível: Se daqui a uns anos quiseres trocar o painel de 27 polegadas por um ecrã maior, curvo ou OLED, basta desaparafusar e montar o bloco noutro monitor compatível.
- Hardware fácil de atualizar: Nada de memória soldada. O Mini PC traz dois slots SO-DIMM para memória DDR5 (com suporte até 5600 MHz), uma ranhura para SSD M.2 2280 NVMe e ainda uma porta SATA Gen3 tradicional para adicionar armazenamento secundário barato.
Especificações equilibradas para trabalho e multimédia
De fábrica, a máquina chega equipada com um processador Intel Core Ultra 5 125U (12 núcleos e 14 threads da família Meteor Lake), acompanhado por 16GB de memória DDR5 e um SSD NVMe de 512GB. Para produtividade diária, navegação pesada, edição ligeira e consumo de multimédia, é um chip com fôlego mais do que suficiente e consumos muito contidos.
O monitor incluído no conjunto também não é um painel barato de secretária: estamos a falar de um ecrã IPS de 27 polegadas com resolução 2K (2560 x 1440), uma taxa de atualização fluida de 165 Hz e 350 nits de brilho. A conectividade fecha o pacote com fartura de portas USB, áudio de 3.5mm, porta de rede Ethernet e Wi-Fi 6.
O que falta para ser perfeito?
É evidente que, por agora, com a gráfica integrada da Intel, esta configuração não foi feita para jogar títulos AAA pesados a resoluções nativas.
Por isso, seria interessante ver a marca lançar no futuro variantes deste mesmo conceito modular equipadas com as novas APUs potentes da AMD (como os Strix Halo). Ou até com placas gráficas dedicadas de baixo perfil para agradar a criadores de conteúdo e jogadores.
Além de tudo isto, ainda não há preço oficial revelado para o mercado europeu, mas o conceito em si é uma lufada de ar fresco. É a prova de que a indústria consegue criar soluções compactas e elegantes sem obrigar o utilizador a abdicar do direito a reparar. Ou fazer upgrades ao seu próprio computador.







