Comprar monitores baratos não é um erro!

Durante muito tempo, talvez demasiado tempo, comprar um monitor barato era quase sinónimo de compromissos forçados. Imagem fraca, cores lavadas, ghosting, painéis lentos e uma sensação constante de… “Gastei pouco mas gastei mal”.

Esse tempo acabou, e mesmo no caos de 2026, onde tudo parece estar prestes a ficar muito mais caro, vai ficando cada vez mais aparente que ter um bom monitor não é de todo uma tarefa milionária.

Ou seja, hoje em dia, gastar menos num monitor não significa escolher mal. Significa, muitas vezes, escolher com cabeça. Existem muitas propostas interessantes no mercado. Propostas muito superiores ao que podias encontrar anteriormente nas prateleiras.

O mercado mudou. A perceção é que ainda não.

A realidade é simples. A tecnologia dos painéis mudou e amadureceu.

O OLED é agora o topo, e como tal, as tecnologias que antes dominavam o mercado ficaram muito mais baratas. Assim, hoje em dia, meter as mãos num monitor IPS LCD ou VA, é muito mais barato. De facto, centenas de euros mais barato face ao passadoa inda muito recente.

Mais concretamente, aquilo que há cinco ou seis anos era exclusivo de modelos caros acabou por descer para a gama acessível. Taxas de atualização de 120 Hz ou 144 Hz, tempos de resposta decentes, resoluções QHD e até calibração aceitável já aparecem em monitores que custam metade, ou até menos de metade, do que custavam antigamente.

O problema é que a perceção ficou presa no passado. Continua a existir a ideia de que “bom” tem de ser caro. Quando, na prática, acima de certo preço, o que existe são ganhos marginais que pouca gente aproveita no dia a dia.

Pagar mais nem sempre significa ver melhor

Um monitor de 1.000 euros pode ser incrível no papel. OLED, 240 Hz, HDR cheio de promessas. Mas a pergunta importante é outra. Vais mesmo tirar partido disso tudo?

Para quem trabalha, joga de forma casual ou passa horas entre browser, vídeos e algum gaming, a diferença entre um bom monitor de 250 ou 300 euros e um topo de gama é muitas vezes irrelevante. O salto real acontece quando sais dos 60 Hz básicos, em painéis fracos. A partir daí, o impacto começa a diminuir rapidamente.

É aqui que entra o conceito que muitos fabricantes preferem ignorar: retornos decrescentes. Paga-se cada vez mais para ganhar cada vez menos.

O “dinheiro inteligente” está na gama média!

É exatamente por isso que os monitores mais interessantes do momento não são os mais caros. São aqueles que acertam no equilíbrio.

Um bom painel IPS ou VA bem afinado, com 144 Hz, boa luminosidade e resolução ajustada ao tamanho, resolve 90% dos cenários reais. Sem complicações, sem pagar extras por marketing, sem cair em modas que não melhoram a experiência.

Aliás, basta olhar para o que já existe em lojas nacionais. Há monitores acessíveis que entregam exatamente aquilo que a maioria das pessoas precisa, sem pedir um rim em troca. Aliás, até já existem monitores 4K IPS LCD abaixo dos 400€.

Podes ver exemplos claros disso aqui na loja Portuguesa Globaldata:

Comprar barato não é comprar mal

A conclusão é simples e pode não agradar a toda a gente. Comprar um monitor barato, hoje, já não é um erro. O erro é comprar caro sem necessidade.

O mercado oferece opções sólidas, equilibradas e honestas para quem sabe o que procura.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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