Na semana passada tivemos uma bela queda nos preços dos combustíveis, que primeiramente deveria andar à volta dos 12 ou 13 cêntimos por litro, mas que rapidamente ficou pelos 9 ou 10 cêntimos devido às mexidas no ISP por parte do governo.
Esta semana? A descida é anulada, e ninguém percebe muito bem o porquê.
Combustíveis voltam a subir… Como!? Porquê!?

Portanto, o valor do barril de petróleo nos mercados internacionais pouco ou nada mexeu. Estamos a falar de variações de 2 ou 3 dólares ao longo da última semana. Ainda assim, os preços vão voltar bem lá para cima, retirando o balão de oxigénio que tanta boa gente agradeceu.
A pergunta salta à vista de toda a gente: se o barril de petróleo bruto não sofreu uma subida estratosférica nos últimos dias e a rota de passagem marítima não foi cortada de repente, por que raio é que o litro de gasolina e de gasóleo volta a encarecer em Portugal?
É o gargalo da refinação e das divisas
Como deves imaginar, o petróleo bruto não entra diretamente no depósito do teu automóvel. Entre o poço de extração e a pistola da bomba existe uma cadeia logística complexa onde a capacidade de refinação dita grande parte das regras do jogo.
Com refinarias sob pressão global devido a manutenções, conflitos regionais e limites operacionais em vários pontos do globo, o custo do produto refinado (a gasolina e o gasóleo já prontos a consumir) ganha uma dinâmica própria que muitas vezes descola do preço da matéria-prima bruta.
A juntar a isto temos o fator cambial: o petróleo é negociado internacionalmente em dólares norte-americanos. Qualquer oscilação na relação entre o euro e a moeda norte-americana encarece imediatamente a importação para os países europeus, anulando pequenas descidas pontuais do crude. (E o dólar desvalorizou).
Isto explica tudo?
Claro que não. Também existe uma boa dose de ganância no meio de tudo isto.
Mas, uma coisa é certa, é boa ideia ires atestar antes de segunda-feira, porque 10 cêntimos por litro num depósito de 50 litros significa 5 euros de poupança.







