“Joca, agora vão baixar né?” O meme que resume o que os portugueses pensam dos combustíveis!
Se há tema que nunca falha em Portugal, é o preço dos combustíveis. Basta uma pequena subida no petróleo ou uma nova tensão internacional para vermos gasolina e gasóleo a disparar de uma semana para a outra. Mas, quando o inverso acontece (quando preço da matéria prima desce), a história já é outra.
Ou seja, depois dos grandes aumentos desta segunda-feira, tudo indica que a crise vai ficar pelo menos adiada, e como tal, o preço do petróleo nos mercados internacionais já baixou. A pressão deixou de existir! E como tal, os preços vão baixar… Certo? Em Portugal é raro!
- Nota: Preços aumentaram até ao absurdo e voltaram a normal em apenas 24 horas. Entre os 130 e 80 dólares.
Quando o petróleo sobe, os preços disparam. Quando desce… “há stock para escoar”
Existe uma perceção generalizada de que os preços sobem muito mais depressa do que descem. Porque é real. É de facto verdade. Desta vez o gasóleo subiu 20 cêntimos por litro em todos os postos. Se calhar, na próxima segunda-feira já só desce 10 cêntimos.
A crítica repete-se várias vezes. Muitos portugueses defendem que quando o preço internacional sobe, os combustíveis aumentam quase imediatamente nas bombas. O que até é algo sem grande sentido, porque o combustível atualmente a ser utilizado, foi comprado há vários meses. Ou seja, foi comprado a um preço muito mais baixo.
Porém, quando o petróleo desce, a mesma retórica já não tem o mesmo efeito. Surgem sempre explicações para justificar porque é que a descida demora semanas ou até meses.
Mercado livre ou mercado estranho?
Como acontece sempre nestas discussões, a conversa rapidamente passa para o funcionamento do mercado. Alguns apontam o dedo à liberalização do setor e à famosa ideia de que o mercado se “auto regula”. Outros acreditam que o problema está no regulador, que na prática pouco faz para proteger o consumidor.
“O problema é que o regulador só regula a favor do Estado.”
Há também quem levante a questão da fiscalização, perguntando porque não existe um controlo mais apertado entre o custo real do combustível e o preço final praticado nas bombas.
Agora é esperar para ver se baixa alguma coisa decente. Ou não.








