Normalmente as estimativas de mudanças de preço para a segunda-feira chegam à Internet na sexta-feira. Mas, desta vez tudo indica que não é preciso esperar tanto tempo. Ou seja, e infelizmente, os condutores devem preparar-se para um novo aumento significativo no preço dos combustíveis na próxima semana.
Estamos a falar de um aumento de 10 cêntimos tanto no lado da Gasolina como também no lado do Gasóleo.
Cada vez mais perto dos 2.5€ por litro. Valores insustentáveis para Portugal e para os Portugueses. E agora?

O que pode Portugal fazer já amanhã para travar esta sangria?
A desculpa de que “estamos de mãos atadas por causa da Europa” é a maior falácia que nos tentam vender todos os dias.
Há medidas concretas, práticas e imediatas que o Estado português pode aplicar se quiser realmente aliviar a vida de quem acorda cedo para trabalhar. Aliás, no passado já existiram ajudas muito interessantes e que foram capazes de fazer a diferença.
- Cortar a sério no ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos): Mais de metade do que pagas no valor final à bomba não é petróleo nem o custo de refinação, são impostos e taxas diretas para os cofres públicos. O Governo tem a capacidade de baixar a taxa unitária do ISP de emergência sempre que o preço base dispara.
- Acabar com a aberração de pagar IVA sobre o ISP: Em Portugal pagamos imposto sobre imposto, uma autêntica aberração fiscal onde o IVA de 23% incide diretamente sobre o montante já tributado pelo ISP.
- Suspender ou congelar a taxa de carbono: Num momento em que as famílias estão de corda na garganta, continuar a descongelar a taxa de carbono para cumprir metas ecológicas no papel é pura insensibilidade social. Não podes exigir que um trabalhador com um carro de 2005 compre um elétrico novo de 30 mil euros de um dia para o outro enquanto lhe cobras taxas punitivas para se deslocar.
- Fixar margens máximas de comercialização: O Estado tem mecanismos legais para impor tetos temporários às margens de lucro bruto das grandes gasolineiras e distribuidoras sempre que se verifiquem aumentos anormais e especulativos no mercado retalhista. Porque é que essa ferramenta continua trancada a sete chaves?








