Não podemos ter nada de bom. Os combustiveis vão baixar qualquer coisa como 12 cêntimos amanhã (segunda-feira), e claro, o governo sentiu logo a necessidade de ir mexer nos impostos.
Ou seja, andamos todas as semanas a fazer contas à vida e a olhar para os mercados internacionais na esperança de ver o preço dos combustíveis dar tréguas, mas há uma coisa que nunca falha em Portugal. Sempre que as previsões apontam para uma descida nos preços à bomba, o Governo mexe-se mais rápido que um estafeta de entregas para garantir que a fatura do costume não alivia assim tanto.
Mais concretamente, através de uma portaria publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Executivo decidiu voltar a apertar o certo, ao reduzir o desconto extraordinário do ISP, o que na prática significa uma subida imediata do imposto.
O truque do ISP? É excelente para manter o dinheiro a entrar nos cofres do estado.
O mecanismo de ajuste do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi inicialmente vendido aos portugueses como uma ferramenta justa, desenhada para devolver aos consumidores a receita extra de IVA que o Estado arrecadava quando os combustíveis disparavam. No entanto, o sistema funciona para os dois lados. Ou seja, sempre que o preço do petróleo dá uma folga na fatura global, o Governo reduz o desconto para manter os cofres públicos “mais” cheios.
Dito tudo isto, com esta nova atualização, o desconto do imposto recua 1.9 cêntimos por litro no gasóleo e 1.8 cêntimos na gasolina.
Ou seja, no fim do dia, a descida vai ser de mais ou menos 10 cêntimos, em vez dos prometidos 12 cêntimos por litro.
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