CJS Band: Os desafios de uma banda na era digital

Como se conjuga o talento artístico que se quer imediato e cru com a necessidade de guardar os momentos inspirados num disco… rígido? Clayton Joseph Scott, fundador da banda norte-americana homónima, dá-nos um vislumbre do que é ser músico no século do digital.

Clayton Joseph Scott nasceu em Venice, Califórnia. Enquanto a maioria das crianças fazia batuque com panelas para desenvolver os seus primeiros talentos musicais, o pai de Clayton, músico durante toda a sua vida, deu uma guitarra ao filho quando ele tinha apenas dois anos, ao som de “Born in the USA”, de Bruce Springsteen. Com uma bandeira dos EUA no fundo e uma lata de lixo como bateria, a carreira musical de Clayton nasceu cedo.

Em 2011, um encontro casual com o produtor e guitarrista Daniel “Konscious” Krieger bastou para assentar as bases do som exclusivo da CJS Band, um estilo que resgata o passado, misturando letras que abordam ideias e conceitos atuais com um som que nos remete a tempos passados, emocionando fãs de todas as idades.

3A CJS Band acredita que captar a magia da música é algo que se faz no primeiro ou segundo take – e defende fortemente a autenticidade das gravações ao vivo. Então, para onde vão esses dados gravados em momentos irrepetíveis? “Se és inovador e criativo na concepção da tua música e também nas formas de partilhá-la, então o teu sucesso está garantido. Mas já não existe só um caminho e foi preciso encontrarmos um método resistente e seguro de gerir e armazenar dados”, explica Clayton.

“Infelizmente, há alguns anos, um disco rígido avariou-se e lá dentro estava todo o nosso álbum… e todas as misturas! Estamos num estúdio, gravamos aqui… normalmente o que fazemos é capturar o som e enviá-lo para um engenheiro de som que faz os ajustes finais do disco. E foi tudo isso que perdemos, todas as gravações instrumentais – uma perda de quase 30.000 dólares! O disco deixou de funcionar, não era possível ler os ficheiros. Damos por garantido que tudo irá funcionar para sempre…” lamenta-se Clayton.

Já Daniel Krieger reconhece que “é triste que tenha sido preciso a tragédia de uma perda para percebermos a importância de gerirmos os dados. Caso não o façamos, vamos perder para sempre momentos irrecuperáveis. Habitualmente não damos importância à necessidade de fazer backups durante um processo criativo, mas é uma componente necessária: nem sempre pensamos nisso, mas tem de fazer parte da viagem.”

Um terabyte por semana

Diz Clayton que, “hoje em dia, com a necessidade de armazenamento tão grande para tudo o que fazemos, um único take pode ocupar até um gigabyte e chegamos a encher um terabyte numa ou duas semanas, se estivermos com um bom ritmo criativo. A tecnologia para armazenar dados avançou muito desde aqueles primeiros computadores que tinham o tamanho de uma sala até os discos portáteis que colocam 2 a 4 TB na palma da mão.

A capacidade de armazenar volumes gigantescos de dados num formato tão pequeno é extraordinária e permite-nos ser muito mais criativos, mais focados no conteúdo, de modo que as gravações sejam mais fluídas. Quando estamos a fazer um vídeo de um espetáculo é tão simples como transferir a gravação da câmara para um disco portátil para depois levá-lo para o estúdio. Lá ele é misturado ou editado, se for necessário, mas mesmo assim tudo se mantém muito fluído. Não há limites. Se for preciso nós mesmo poderíamos gravar um espetáculo na praia, armazenar no nosso HD My Passport Pro e pronto.”

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“Agora temos tudo duplicado noutra unidade de armazenamento WD… tudo! Os laptops, o cronograma, as sessões… temos um disco My Book Thunderbolt Duo marcado com ‘Não tocar nem mexer’. E tudo entra ali. Nunca se sabe quando é que uma demo de há vários anos vai ser precisa novamente. É essencial termos a capacidade de utilizar cada momento, cada nota.”

Essa banda de grassroots iniciou a relação com a WD quando descobriu os seus discos rígidos internos economizadores de energia, uma vez que eles têm a preocupação em usar produtos sustentáveis sempre que possível, reduzindo o impacto sobre o meio ambiente. Passar para os discos externos portáteis da WD foi por isso uma evolução natural. “Eles são resistentes, fiáveis e nunca nos deixaram ficarmal,” diz Daniel.

A CJS Band cria música com a esperança de lembrar às pessoas um conceito básico e fundamental: ser bondoso e dar um toque de amor na vida quotidiana. Como diz o nome do primeiro disco da banda “More Love”: podemos sempre usar mais amor. “Se a música enquanto ‘medium’ pode fazer o dia de alguém um pouco melhor, isso é algo admirável. A música tem um propósito e um significado pessoal inegáveis”, conclui Clayton.

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1 comentário em “CJS Band: Os desafios de uma banda na era digital”

  1. História interessante… Nunca me tinha ocorrido que o pessoal agora grava tudo em digital e que é preciso gerir todo o processo… 🙂

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