Outubro traz duas chuvas de estrelas que merecem lugar no calendário: as Dracónidas, a 8 e 9, e as Oriónidas, a 21 e 22. Mas nem todas as noites são iguais. Uma tem o céu escuro e poucos meteoros, a outra tem mais meteoros mas uma Lua incómoda. Vale a pena saber qual escolher.
Chuvas de estrelas em outubro: as datas e os números
Segundo o Star Walk, as Dracónidas atingem o pico na noite de 8 para 9 de outubro, com cerca de 5 meteoros por hora. As Oriónidas têm o máximo na noite de 21 para 22, com cerca de 20 meteoros por hora. Estes números são estimativas teóricas, em condições ideais de céu escuro e com o ponto de origem diretamente por cima de ti, por isso o que vês na prática costuma ser menos.

Há ainda várias chuvas mais fracas ao longo do mês, mas com poucos meteoros por hora, que só interessam a quem gosta de caçar meteoros com paciência.
Dracónidas, 8 e 9 de outubro: céu escuro, poucos meteoros
As Dracónidas são imprevisíveis. Na maioria dos anos produzem no máximo uns dez meteoros por hora, mas já houve explosões de atividade: cerca de 300 por hora em 2011 e uns 150 por hora durante quatro horas em 2018. Este ano não está prevista nenhuma explosão, por isso conta com um ritmo modesto.
A vantagem de 2026 é que o pico cai quase em Lua Nova, o que deixa o céu muito escuro. Ao contrário da maioria das chuvas de estrelas, as Dracónidas veem-se melhor ao início da noite, quando a constelação do Dragão está alta no céu a norte, e os seus meteoros são invulgarmente lentos, o que os torna fáceis de distinguir. Estão ativas entre 6 e 10 de outubro e têm origem no cometa 21P/Giacobini-Zinner, por isso também são conhecidas como Giacobínidas.
Oriónidas, 21 e 22 de outubro: mais meteoros, mas com Lua
As Oriónidas são as mais famosas, associadas a detritos do cometa Halley. Os seus meteoros são muito rápidos, a cerca de 66 quilómetros por segundo, e deixam por vezes rastos luminosos que duram vários segundos, além de alguns meteoros muito brilhantes.

O problema é a Lua: neste ano ela estará em fase crescente, bem iluminada, e vai iluminar o céu na primeira metade da noite. A melhor estratégia, segundo o Star Walk, é esperar pelas horas antes do amanhecer, quando a Lua já se pôs ou está muito baixa. O ponto de origem, na constelação de Orionte, só ganha altura útil a partir de cerca da meia-noite e sobe até ao amanhecer. E como as Oriónidas não têm um pico único, as noites em redor do dia 22 também valem a pena: estão ativas de 2 de outubro a 7 de novembro, embora com menos meteoros fora do máximo.
Como ver chuvas de estrelas sem desilusões
Foge das luzes da cidade, leva roupa quente e dá tempo aos olhos para se habituarem ao escuro, o que pode levar mais de vinte minutos, e evita olhar para o telemóvel durante esse tempo. Não precisas de binóculos nem de telescópio: o ideal é deitares-te e olhares para uma zona ampla do céu, e não para um ponto fixo. E confirma a previsão do tempo, porque nuvens estragam qualquer chuva de estrelas.
Resumindo: se queres o céu mais escuro, escolhe as Dracónidas, mas não esperes muitos meteoros. Se queres ver mais meteoros, as Oriónidas, nas horas antes do amanhecer, parecem a melhor aposta do mês, desde que o céu esteja limpo e escolhas um local escuro, longe de candeeiros.
E tu, vais ficar acordado para ver as chuvas de estrelas ou preferes dormir?








