Chuva de meses em poucos dias? O alerta do mapa que está a circular!

Há um mapa a circular que está a deixar muitas pessoas em estado de alerta. O valor que salta à vista é impressionante: 414,1 mm de chuva acumulada. A reação imediata é quase sempre de incredulidade e medo, especialmente porque a sensação no terreno já é de saturação. Vês solos encharcados, ribeiras cheias, rios com caudais elevados e barragens a gerir volumes de água que não permitem erros. Então vamos ter chuva de meses em poucos dias?

Chuva de meses em poucos dias? O alerta do mapa que está a circular!

Mas antes de entrares em pânico ou, pelo contrário, de ignorares o aviso como sendo puro alarmismo, há uma pergunta fundamental que muda toda a perspetiva: este mapa mostra 414 mm num só dia ou ao longo de um período?

Fonte: Reddit

Para começar, importa traduzir o que significam estes 414 mm. Em meteorologia, um milímetro de precipitação equivale a um litro de água por metro quadrado. Portanto, estamos a falar de 414 litros de água por cada metro quadrado de terreno. Se essa água não se infiltrasse na terra, estarias perante cerca de 41 centímetros de altura de água. É um volume brutal que justifica o choque inicial.

No entanto, o ponto crítico é que este mapa não é um anúncio de uma catástrofe instantânea. Trata-se de um cenário de acumulação. Os modelos de previsão somam toda a chuva prevista ao longo de vários dias e no caso deste mapa específico, aponta para um intervalo alargado, possivelmente até meados do mês.

Isto é importante por dois motivos. Primeiro, não significa que essa chuva caia toda de uma vez. Segundo, indica que, se o padrão meteorológico se mantiver, poderás enfrentar uma sequência de episódios chuvosos que, somados, atingem esse valor.

O perigo real não é apenas a chuva

Mesmo que a chuva seja distribuída no tempo, há uma nuance que muitas vezes é esquecida: o estado do terreno. Há alturas em que 100 mm de chuva são muito, mas geríveis. Contudo, em momentos como o atual, 30 ou 50 mm podem ser suficientes para causar problemas graves.

O risco dispara porque o sistema já está no limite. Tens um cocktail perigoso composto por solos saturados, onde a água já não infiltra e começa a escorrer superficialmente; linhas de água cheias, sem margem para absorver picos repentinos; e a necessidade de descargas de barragens, que inevitavelmente aumentam os caudais a jusante.

Isto explica uma aparente contradição: mesmo que a previsão final baixe dos 414 mm para os 300 mm, o risco de cheias e inundações pode continuar extremamente elevado.

O que deves fazer agora

Se vives numa zona ribeirinha, numa encosta ou tens uma cave ou garagem abaixo da cota do solo, há medidas simples que deves tomar já, sem histeria.

Protege os teus bens: Se tens historial de água perto de casa, retira caixas, eletrodomésticos e objetos de valor do chão, especialmente em garagens e caves.

Kit básico: Garante que tens uma lanterna, um powerbank carregado e uma forma de te manteres informado, como um rádio ou telemóvel.

Estacionamento inteligente: Evita deixar o carro em zonas onde a água costuma acumular, em túneis ou cotas baixas.

Atenção aos sinais do terreno: Fendas novas no chão ou paredes, portas e janelas que começam a emperrar ou água a brotar de sítios incomuns (como taludes ou muros) são sinais de alerta para deslizamentos. Não ignores. Pede uma avaliação e reduz o risco.

Na estrada: O erro mais grave é tentar atravessar zonas alagadas. A água pode esconder buracos, ter força suficiente para arrastar o carro ou a própria estrada pode ter cedido por baixo. Se vires água a passar na estrada, não atravesses.

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Bruno Fonseca
Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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