Todos nós sabemos que o mercado de smartphones, e na verdade todo o mundo mobile, sofre um bocadinho de falta de originalidade. No final do dia, toda a gente acaba por imitar as grandes, mais concretamente a Apple.
Mas, nos tempos que correm, estamos mesmo a roçar o absurdo, e não acho que isto seja normal nem aceitável.
Chinês Pro Max? Parece uma epidemia no mundo mobile!

Portanto, caso não estejas atento ao mercado, basta olhar para os mais recentes lançamentos e para os anúncios que aí vêm para perceber que as fabricantes chinesas decidiram roubar o “Pro Max” à Apple sem pinga de vergonha na cara.
Curiosamente, isto já nem acontece apenas nas gamas mais altas. A Xiaomi aproveitou a deixa para colar o rótulo até na gama média com o recente Redmi Note 17 Pro Max.
Mas, se formos olhar para as coisas com olhos de ver, a Xiaomi adotou esta nomenclatura com os Xiaomi 17 Pro e Pro Max no ano passado, estendeu a receita aos modelos mais baratos e agora vemos a OPPO, a HONOR e tantas outras a seguir exatamente a mesma cartilha de fotocopiadora.
Não faz qualquer sentido, e é uma diluição de identidade que acaba por ser irritante para o consumidor. Até porque, além do nome, há ali mudanças descaradas no design exterior que não escapam a quem anda nisto há mais de dois dias.
Isto sempre aconteceu?

Sim, de certa forma é algo que sempre se viu no mercado. A Apple inventava ou popularizava uma moda qualquer e a concorrência ia a correr atrás para replicar. Nem é preciso recuar muito no tempo: basta lembrar a velha “notch” no ecrã, que de repente passou a ser obrigatória em quase todos os telemóveis do planeta.
Só que copiar o nome descaradamente, apenas e só porque sim, não é a mesma coisa do que adotar um avanço técnico ou uma tendência de design. É apenas preguiça de marketing, uma manobra barata que só serve para deixar o comprador comum a pensar: “Mas isto não é o nome do iPhone? Porque raio foram meter isto aqui?”.
Faz-me imensa confusão ver marcas com departamentos gigantes de engenharia a rebaixarem-se a este ponto, e custa ver isto consolidar-se como uma tendência com força em pleno 2026.
Antes de mais nada, o que pensas sobre esta praga de nomes “Pro Max” em todo o lado? Também achas que as marcas chinesas estão a perder a identidade própria, ou para ti o nome do telemóvel é o que menos importa?






