Já se anda a falar de um iPhone mais poderoso, mais premium, e um pouco fora da caixa, há várias gerações. Mas, pelo menos até aqui, a Apple decidiu não ir além do iPhone Pro Max. Até porque ainda não precisou! Em equipa que ganha não se mexe, e se há equipa que ganha, é a gama de smartphones iPhone da Apple. Basta olhar para as vendas do ano passado, e início deste ano.
Mas 2026 traz outros desafios, bem como outras crises que pelos vistos vão durar alguns anos. É preciso justificar aumentar preços, e para isso a cartada Ultra pode muito bem ser o caminho que mais sentido faz para a Apple. Isto é especialmente verdade se tudo aquilo que tem chegado à Internet é de facto verdade.
Manter preços… mas subir o teto!
Segundo tudo o que tem chegado à Internet, a Apple está a tentar o tudo por tudo para manter os preços dos seus iPhone na próxima geração pensada para 2026. Ou seja, os novos iPhone 18 podem chegar ao mesmo preço dos atuais iPhone 17.
Faz sentido, e é muito inteligente. A Apple tem um poder de negociação brutal na compra de componentes chave, porque vende números massivos de equipamentos ano após ano. Dito isto, ao manter os mesmos preços, também mete pressão nas rivais Android, que não têm o mesmo volume de vendas e, por isso, não conseguem negociar nas mesmas condições.
De facto, a única fabricante que consegue jogar neste campeonato é a Samsung. Ou seja, apesar da “choradeira” que vamos muito provavelmente assistir no próximo Galaxy Unpacked, a gigante coreana produz internamente grande parte dos componentes que usa, e como o custo de produção não aumentou, dizer que os preços da RAM estão a aumentar é música “para enganar tolos”.
Onde entra o Ultra?
Simples. A Apple não quer aumentar os preços das versões que já conhecemos. Mas isso não significa que não queira aumentar margens.
Ao mesmo tempo que prepara um iPhone Fold, que será inevitavelmente mais caro, pode lançar um modelo acima do Pro Max. Um iPhone com materiais diferentes, funcionalidades exclusivas e, claro, um preço superior.
De facto, se olharmos para a geração atual, o iPhone 17 Pro é praticamente igual ao iPhone 17 Pro Max. Muda o tamanho do ecrã e da bateria. É o mesmo exato smartphone.
Com um Ultra, a Apple consegue finalmente criar uma verdadeira hierarquia dentro da gama.
O que poderia ser um iPhone Ultra?
Não tem de ser apenas maior. Pode ser diferente.
Pode trazer uma bateria ainda mais agressiva, um sistema de câmaras exclusivo, novos materiais premium ou funcionalidades pensadas para criadores e profissionais que hoje simplesmente não fazem sentido no Pro Max.
Basicamente, a Apple pode criar um novo topo dentro do topo.
Mantém os preços “normais” estáveis para não assustar o mercado, lança o Fold como produto de nicho e posiciona o Ultra como o verdadeiro símbolo máximo da gama.
E verdade seja dita, mesmo que a Apple suba o teto, vai haver fila para comprar na mesma.









