O ChatGPT conseguiu a grande proeza de conseguir ser a primeira IA a ser de facto conhecida por tudo e por todos. De facto, até conseguiu começar a ser mais conhecida que a própria pesquisa da Google. Mas, tem vindo a ser ultrapassada pelos rivais.
Isso significa que é preciso fazer aquilo que nunca foi feito. Caso contrário, a OpenAI pode passar muito mal.
ChatGPT vai deixar de ter amnésia. Até para quem não paga!
Portanto, quem usa o ChatGPT no seu dia a dia, seja para trabalhar, estudar ou programar, sabe perfeitamente qual é um dos maiores calcanhares de Aquiles da Inteligência Artificial: a memória de curto prazo.
Basta a conversa esticar-se um bocadinho para o chatbot começar a patinar, ao esquecer as instruções que lhe deste dez minutos antes e obrigar-te a repetir tudo do zero. Em suma, perde o contexto, e isso acaba por ser uma perda de tempo irritante.
Na realidade, é uma das razões da perda de popularidade do ChatGPT nos dias que correm.
Pois bem, a OpenAI cansou-se destas queixas (e da falta de popularidade) e acaba de anunciar uma remodelação profunda na arquitetura de memória do sistema.
O segredo do sistema “Dreaming”?
Para resolver este bloqueio, os engenheiros da OpenAI deixaram de lado o sistema antigo lançado em 2024, que dependia quase exclusivamente de tu escreveres ordens diretas para a IA guardar um detalhe na cabeça.
Assim, a grande novidade agora assenta num motor de processamento em segundo plano batizado pela marca como “Dreaming” (Sonhar). O nome parece poético, mas o funcionamento é puramente técnico: quando tu não estás a falar com o ChatGPT, o sistema trabalha em silêncio para cruzar os dados de várias conversas antigas, filtrando o que realmente interessa e atualizando as tuas preferências de forma automática.
Isto traduz-se numa fluidez brutal na utilização diária. Se falaste sobre o teu equipamento fotográfico ou um projeto de trabalho numa conversa de há duas semanas, o ChatGPT vai lembrar-se desse contexto exato quando lhe pedires uma recomendação num chat completamente novo, sem que tenhas de lhe explicar tudo outra vez.
Além disso, a IA passou a compreender a passagem do tempo! Ela sabe arquivar roteiros de viagens antigas para não os confundir com os teus planos para as férias do próximo mês. Tudo isto vai ficar visível numa nova página de resumo, um autêntico painel de controlo onde podes ver o que o chatbot sabe sobre ti e apagar o que quiseres.
Um corte de 5x nos custos que abre as portas às contas gratuitas ao longo de 2026?
A grande jogada de mestre desta atualização não é apenas a inteligência do sistema, mas sim a sua otimização técnica. A OpenAI conseguiu reduzir os recursos de computação necessários para rodar este “sonho” em segundo plano em impressionantes 5 vezes. É esta poupança brutal que torna viável estender a funcionalidade de memória avançada a centenas de milhões de contas gratuitas pela primeira vez na história da plataforma.
Em suma, garantir que a IA se lembra de quem és sem te cobrar uma mensalidade é o grande trunfo da OpenAI para fidelizar utilizadores ao longo de 2026.





