Os Certificados de Aforro vão render a taxa base máxima de 2,5% em outubro. É o segundo mês seguido no teto da Série F. A subida da Euribor explica o resultado, mas a taxa base não pode passar deste limite.
Como se chega aos 2,5%
A taxa base da Série F acompanha a Euribor a três meses. Conta a média dos dez dias úteis de setembro que servem de base ao cálculo. Este mês, essa média foi de 2,634%, segundo o Contas Poupança. A fórmula legal impõe um máximo de 2,5% e um mínimo de 0%. Por isso, o resultado acima do teto foi ajustado para 2,5%.

Um percurso de subida
O início de 2026 ficou marcado por quebras na rentabilidade dos Certificados. Em maio, a taxa base estava em 2,195%, segundo o Conselhos do Consultor. Em setembro, o IGCP fixou-a nos 2,500%, e em outubro mantém-se nesse valor. O Economia e Finanças acredita que os Certificados deverão ficar na taxa máxima durante algum tempo. Por isso, deverão ter menos influência na evolução das taxas dos depósitos a prazo.
A taxa base é só uma parte da remuneração. Quem mantém os certificados durante mais tempo recebe prémios de permanência. Esses prémios somam-se depois de calculada a taxa base e podem chegar a 1,75 pontos percentuais. Segundo o Doutor Finanças, a taxa bruta máxima pode atingir 4,25% no fim do prazo. Os juros estão sujeitos a retenção de IRS de 28%.
E os depósitos a prazo?
O Banco de Portugal indica que a taxa média dos novos depósitos a prazo de particulares foi de 1,59% em julho. É o valor mais alto desde abril de 2025. Fica quase um ponto percentual abaixo da taxa base dos Certificados, segundo o ECO. Entretanto, vários bancos subiram taxas. O site Economia e Finanças identificou 51 depósitos a prazo que pagam mais do que os Certificados de Aforro em setembro.
O que tens de saber antes de subscrever
Os Certificados são emitidos pelo Estado e geridos pelo IGCP. O capital é garantido pelo Estado. O investimento inicial mínimo é de 100 euros e os reforços começam nos 10 euros. A Série F pode ser mantida até 15 anos. Podes subscrever nos CTT, nos Espaços Cidadão ou online, através do AforroNet.

O Doutor Finanças nota que os Certificados não são a escolha mais indicada para quem quer maximizar a rentabilidade. O retorno depende da evolução das taxas de juro. Por isso, vale a pena comparar as condições e pensar no prazo em que vais precisar do dinheiro.
Convém ainda olhar para o custo de vida. Segundo o Bem Endividado, a inflação na zona euro foi de 3,3% em agosto. A taxa base dos Certificados é de 2,5%. Os prémios de permanência podem aproximar a remuneração total da inflação, mas só com o passar dos anos. Cada poupador deve fazer as suas contas, tendo em conta o prazo e os impostos.
Preferes a segurança dos Certificados ou um depósito com taxa mais alta?








