Não é novidade para ninguém que as marcas Chinesas estão a fazer uma forte aposta na Europa. Mas, mais que a Europa, temos que olhar para o nosso pequeno (mas sempre tão curioso) Portugal. Um mercado extremamente pequeno, preso a velhos vícios, a carros usados e importados, e que durante um ano normal vende e matricula cerca de 265 mil veículos novos.
Para teres noção daquilo que este número vale, Espanha vende 1,14 milhões de veículos novos por ano. Aliás, a capital espanhola de Madrid vende mais carros novos que Portugal inteiro ao longo de um ano.
Ainda assim, as marcas Chinesas andam a apostar forte no nosso mercado. Prova disso está no lado do marketing. É muito dinheiro a entrar no nosso mercado!
Carros Chineses em Portugal? O investimento é absurdo!

O condutor normal se calhar nunca pensou muito nisto. Mas durante muitos anos, largas décadas na realidade, os jornais e revistas viveram muito agarrados ao poder de marketing das fabricantes automóveis. No fundo, isto não é grande novidade. Afinal de contas, a publicidade faz mexer o mercado em todo o lado, e no lado dos carros isto não é exceção. No online a coisa também funciona a partir de anúncios, seja a partir de parcerias, ou Google a tomar conta do espaço disponível para depois meter o que bem entender dentro de cada nicho.
A questão aqui é: as marcas tradicionais têm perdido este “poder de fogo”! Sendo exatamente por isso que as revistas especializadas em carros são cada vez mais raras nas bancas. Como é natural, nos dias que correm o online domina. Além disso, também há influenciadores para trabalhar, e claro, o dinheiro não chega para tudo e todos.
Mas as marcas Chinesas vieram dar uma nova vida a esta forma de fazer as coisas. Afinal de contas, não é por acaso que agora vês anúncios em todo o lado. Há dinheiro fresco para gastar, e já se nota.
Vale tudo para conquistar o consumidor tradicional



O lado chinês do mundo automóvel é diferente. A aposta na qualidade-preço é muito maior face às marcas tradicionais, e como tal, Portugal acaba por ser um mercado extremamente aliciante para testar estratégias. Os portugueses gostam sempre de experimentar coisas novas, e se o preço convence… As coisas acontecem.
Dito tudo isto, enquanto as marcas do costume andam a cortar nos orçamentos porque as margens estão apertadas e os custos de produção dispararam, as marcas como a BYD, a MG, ou a própria Changan chegam cá com os cofres cheios e dispostas a queimar dinheiro para meter o nome na cabeça do Zé Povinho.
Ver uma marca chinesa a meter notas pretas na Federação Portuguesa de Futebol em pleno ano de Mundial não é só marketing, é uma idea genial.
Além disso, é também muito fácil ver anúncios BYD, Xpeng, e até da Leapmotor um pouco por todo o lado.
São ações aparentemente simples, mas que metem todas estas marcas debaixo do radar dos portugueses, e quando isto acontece, acaba por ser mais simples vender a ideia de que não é preciso andar atrás das marcas do costume. Estas novidades vieram para ficar, e vieram cheias de ambição.
Em suma, quando um consumidor vê publicidade massiva na televisão, jornais e outdoors, e depois vai ao stand e encontra um carro elétrico ou híbrido carregado de tecnologia por quase metade do preço dos rivais alemães ou franceses, a lealdade à marca vai logo pela janela fora. Eles não vieram para ser mais uns no mercado. Vieram para ficar com o bolo todo, custe o que custar em campanhas publicitárias.







